Foto: Reprodução Pinterest
Criança é sempre uma exclamação. Sempre surpreendentes!
Talvez, o meu maior hobbie é observar essas pequenas criaturas.
Em uma dessas contemplações, o cenário era menininha de 4 anos e menininha de 4 meses.
Uma já corria e pedia incessantemente a uma bando de garotos: "vamos brincar, gente?!" e a outra já conseguia se virar bem engatinhando em busca de um copo plástico que era movido de um lado para o outro.
Acho que não preciso nem dizer que a menininha de 4 anos era quem movimentava o objeto? Ela era audaciosa e brincava de "igual para igual" com a outra de 4 meses, não tinha favorecimento e nem ajuda. Assim que o bebê chegava ao copo, a maiorzinha pegava e o colocava na direção oposta, a léguas de distância.
Entretanto, o incômodo era só meu. As menininhas estavam se divertindo, em uma brincadeira que mais parecida de dono e cão, mas enfim...
Em nenhum momento a menina de 4 meses chorou, mesmo quando foi buscar o copo a metros da onde o seu pai estava. Já a de 4 anos, começou a falar em som alto, quase chorando: "Pai, cadê a minha mãe?".
Desistiu de brincar e deixou a menininha de 4 meses no meio de um salão frio.
Depois de tamanha teimosia, o pai aceitou levá-la até a mãe e a pegou no colo, enquanto a de 4 meses retornava engatinhando ao respectivo pai.
São tão espontâneas. Acabou a brincadeira e só, uma quer o colo do pai e a outra tentar andar sem as mãos do pai.
O mais interessante foi a pergunta da de 4 anos para o pai: "E a menininha? Onde está?"
Que menininha? Uma menininha falando de outra menininha...
Pra mim, deveriam ser sempre pequenas, menininhas.