segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Somos animais do mesmo reino

Sou mesmo uma manteiga derretida. Confesso que chorei!

As notícias nos chocam e nos deixa em dúvida. Na verdade, a vida se confunde.
Viramos animais ou os animais viraram humanos? Sinto em dizer, mas acho que o mais coerente (se é que é possível dizer isso) é a primeira afirmação. Tornamos animais.
Todos os dias ouvimos ou presenciamos  histórias de cair o queixo. Do tipo: Após matar 2 filhas, mulher tenta se suicidar. Nos horrorizamos.
Hoje, logo pela manhã, "choquRei" com a seguinte notícia: "Elefante pisoteado pela mãe ao nascer chora por cinco horas". Olha o olhinho de lágrima:
Foto: Reuters

As mães atentam contra a própria vida da cria. No mundo animal, isso é mais do que normal. Geralmente, esse papel é do pai, que tem ciúme dos filhotinhos.

Um animal (e dos grandes) chora e por cinco horas.
As histórias se parecem. Estão no mesmo reino animal. Mas em  selvas diferentes, será?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A menininha e a menininha

Foto: Reprodução Pinterest
Criança é sempre uma exclamação. Sempre surpreendentes!
Talvez, o meu maior hobbie é observar essas pequenas criaturas.
Em uma dessas contemplações, o cenário era menininha de 4 anos e menininha de 4 meses.
Uma corria e pedia incessantemente a uma bando de garotos: "vamos brincar, gente?!" e a outra conseguia se virar bem engatinhando em busca de um copo plástico que era movido de um lado para o outro.
Acho que não preciso nem dizer que a menininha de 4 anos era quem movimentava o objeto? Ela era audaciosa e brincava de "igual para igual" com a outra de 4 meses, não tinha favorecimento e nem ajuda. Assim que o bebê chegava ao copo, a maiorzinha pegava e o colocava na direção oposta, a léguas de distância.
Entretanto, o incômodo era só meu. As menininhas estavam se divertindo, em uma brincadeira que mais parecida de dono e cão, mas enfim...
Em nenhum momento a menina de 4 meses chorou, mesmo quando foi buscar o copo a metros da onde o seu pai estava. Já a de 4 anos, começou a falar em som alto, quase chorando: "Pai, cadê a minha mãe?".
Desistiu de brincar e deixou a menininha de 4 meses no meio de um salão frio.
Depois de tamanha teimosia, o pai aceitou levá-la até a mãe e a pegou no colo, enquanto a de 4 meses retornava engatinhando ao respectivo pai. 

São tão espontâneas. Acabou a brincadeira e só, uma quer o colo do pai e a outra tentar andar sem as mãos do pai.
O mais interessante foi a pergunta da de 4 anos para o pai: "E a menininha? Onde está?"

Que menininha? Uma menininha falando de outra menininha... 
Pra mim, deveriam ser sempre pequenas, menininhas.