sábado, 31 de dezembro de 2011

Não emagreci em 2012



Não foi dessa vez que eu emagreci os 5 kg que eu queria, eles continuam mais vivo do que antes aqui. Na verdade criei mais amiguinhos quilos para os que já existiam. Não foi dessa vez que eu deixei de ter medo de alguns bichos e nem foi dessa vez que os meus inúmeros planos foram concretizados ou até mesmo começados!
Mas fim/início de ano é assim mesmo! Promessas que muitas vezes não fazemos e no fundo sabemos que não faremos!
2011 eu posso afirmar que foi um dos meus melhores anos, para não ser tão incisiva de dizer que foi o MELHOR! Não me lembro a cor da calcinha que eu passei na virada de 2010 para este ano que se vai, mas foi uma cor que me ofertou momentos, histórias, experiências, amor, saudades e pessoas inesquecíveis. Incorporei um vocabulário fofinho, a necessidade de estar com pessoas queridas e até mesmo uma outra língua. Poderia resumir 2011 como aprendizado, essencial na minha vida.
Na verdade, em suma, o que aconteceu em 2011 eu não pedi, não imaginava, mas foi muito melhor de que eu poderia querer.
Adoro desafios, mudanças e a cada ano parece que é uma boa maneira de eu me renovar, renovar meu espírito utópico também!!! Então que venha 2012, sem promessas e planos - somente de emagrecer 5kg xD... 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Carta ao Papai Noel

Hoje acordei com vontade de fazer uma cartinha ao Papai Noel. Férias, ócio a flor da pele, é isso o que acontece: pensamos.
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Caro Papai Noel,

Escrevo sem saber se o senhor realmente vai ler, até porque não sei se acredito mais no bom e velho velhinho e já perdi o endereço do Pólo Norte. Na verdade, escrevo para que me explique o que está acontecendo. É um assunto de adulto, por isso te peço que, por um momento, deixe de ser tão sigiloso e me diga o que as pessoas estão pedindo para o senhor? Porque este mundo está de cabeça para baixo.
Há duas coisas que as pessoas sempre dizem: que o senhor é generoso e que generosidade se constrói com generosidade. E é isso mesmo que está em falta e que, aos meus olhos, deixa este planetinha de pernas para o alto. Talvez, por ver, presenciar, escutar tanta mesquinhez, eu já passei a desacreditar no Papai Noel, e a nossa justificativa é a ingenuidade que se esvaiu. 
O prefixo GENs que dá origem a palavra generosidade significa "fazer nascer" em indu, acredito que generosidade deriva de algo similar a: fazer nascer algo bom. E Natal nada mais é do que nascimento e toda sua simbologia que muitas vezes é esquecida por bonecas e carrinhos da última geração tecnológica para a nova geração Z.
Partindo deste senso comum tão comentado na época em que estamos, generosidade não é só atender aos pedidos e distribuir os desejos materiais. Generosidade está em um olhar, em uma palavra, em um gesto e até em um silêncio. Por mais que todos esqueçam da generosidade, o senhor não pode. Por isso Papai Noel, lhe peço que compartilhe um pouco do que o senhor tem de melhor. E assim geramos através da generosidade mais generosidade, partindo do Natal, do fazer nascer!!! 

Grata
Bruna Giorgi
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que seria de mim...


Cheguei e oOoOoOo!!!
Não sabia o que fazer! Nunca tinha passado por isso. Parecia que eu estava sonhando, ainda mais porque meu estado de esperteza estava oscilando por mais de 24h sem dormir!
Não chorei, acho que porque já tinha chorado antes, só de pensar naquele momento... eu estava de novo de volta à minha casa, de volta, junto com as pessoas que eu não preciso fazer esforço para conquistar... não preciso mais de adaptador!
Abracei e senti a realidade entre meus braços. Antes tão distantes e tão perto. Tão perto porque tentava encontrar em todos um pouquinho do que elas são. Não achava e às vezes me revoltava.
Em poucos dias já me sinto 100% em casa, meus pertences não precisam mais de adaptador. Eu me lembro, porque ainda é recente, da vida a qual eu ESTAVA - e estará para sempre em minha mente; mas eu SOU desta vida...
O que seria de mim se não tivesse estas duas? Estas duas eu me refiro as minhas irmãs e não as minhas diferentes vidas. As diferentes vidas nós nos adaptamos, sempre! Agora, irmãs não nos adaptamos sem!
Arrumaram tudo para que eu me sentisse bem, parecia meu aniversário, com direito a docinhos e tequila! Agora não preciso me preocupar com o formato das tomadas. Estou na minha vida comum, e com meus modelos de pessoas presentes. Generosidade não falta... o que seria de mim sem elas...?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Último post argentino


Despedir, DESfazer um PEDIdo?
- Ei garçom, por favor, cancela aquela porção de minha vida construída, meus amigos conquistados... Obrigada!
??????????

É uma palavra incoerente! Romper com um vínculo tão presente é difícil, não é somente desfazer um pedido racionalmente. 

Eu posso dizer, até onde eu sei, que o TCHAU é universal! Aqui se fala CHAU. Não faço ideia da origem desta palavra, mas todos entendem. Também aqui, as pessoas aos se encontrarem  andando na rua, não falam: "oi", "e aí?", falam "adeus". Mal se viram e já se "despendem"? Estranho. Adeus é uma palavra tão forte para ser usada assim, de modo espontâneo e fático.

Não vou me despedir e nem falar adeus para o que eu tenho hoje, no máximo CHAU, HASTA LUEGO. O que eu tenho hoje não são propriedades materiais, objetos e, por isso, os sentimentos construídos a partir dos momentos vividos não serão apagados, não serão esquecidos, "cancelados" ou "desfeitos" por mais que estejamos separados por milhares de quilômetros e dezenas de fronteiras. Estamos unidos por um mesmo vasto céu...
Minha rotina mudará em questão de dias, voltarei a ter uma rotina a qual tenho raízes. Aqui, foi mais difícil me adaptar e será difícil esquecer como é viver sem estar sobre ela. 
Não vou mais pensar ao conjugar um verbo (é yo "tuvo"ou "tuve"?). Voltarei da onde sai...
Em duas semanas de despedidas (porque somos em 7) tentei aproveitar ao máximo tudo. E é isso que eu levo e o que eu deixo neste post: Aproveite tudo! SEMPRE!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

100 dias


Não lembro o que eu comi ontem e nem a roupa que eu vestia! Mas eu lembro de o que eu comi, que horas acordei e o que eu vestia há 100 dias!
Lembro do que senti, do que eu procurei não sentir, do que eu deixei me levar, do que eu prometi e descumpri... chorei!
Me recordo das primeiras impressões compartidas e, que hoje, em grande parte, ficaram somente como primeiras impressões. Penso nas minhas preocupações iniciais que eram tãoo pequenas, como: ter que tomar banho de chinelo e beber água da torneira e, agora, dou risada. Em 100 dias, vou descalça até o banheiro, bebo água de qualquer torneira e me tornei um gato, subo e salto da minha belíche com o mínimo de ruído!
Me esvaziei de manias e me enchi de outras. Minhas marcas são 100 dias mais acentuadas, minha personalidade está 100 vezes mais forte.
Foram 100 dias morando com 20 chicas! Quem imaginava? Eu imaginava que eu nunca ia decorar o nome de todas, e agora, elas já têm nomes e apelidos!
Agora falta pouco, como 270 horas!
Quem sabe, com ressaca depois do Carnaval, eu volte a contar e ainda lembre do dia de hoje... 100 dias depois!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Estrangeiros: estranho ou externo?


Para mim era curioso saber como é ser um estrangeiro, até porque já tive contato com muitos e nunca havia sido uma. A etimologia de estrangeiro é pessoa com origem em outro país, para mim devia ser eXtranjero em todas as línguas (não só no espanhol), de EXTERNO, EXTERIOR, de longe daqui... hahaha.
E agora prestarei mais atenção a isso, até porque tomei total consciência do que é e como é ser um eXtranjero!


Ser eXtranjero é ser diferente. É ser um diferente diferente. Não é como um patinho feio excluído, mas também não é como a diferente em uma colmeia que é a rainha. É como se fôssemos - já que estamos usando comparações com a fauna - macaquinhos. Nos transformamos em um macaquinho! Até a vó da vizinha da tia quer te conhecer...
Sempre costumo dizer isso!


Quando alguém nos encontra pela primeira vez as perguntas são sempre as mesmas:
- Você é do Brasil? 
- Desde quando está aqui? E está gostando?
- Sente muitas saudades? 
- Já foi aos boliches? 
- O que mais gostou?


Um ponto interessante é que a nossa figura não é associada ao Pelé, senão à caipirinha! Exatamente, sempre acabam falando: no Brasil bebem muita caipirinha, né!?
Com os mais próximos, as descobertas do que significam as besteiras em português são divertidas. Nessas horas me sinto um macaquinho na jaula, como: fala isso, faz isso, como é isso... uma enxurrada de perguntas e "ordens".
O mais engraçado - porque é algo sem coerência - é quando as pessoas perguntam sobre a faculdade:
- Como estão indo nas provas? 
- É mais difícil aqui ou lá?
e depois de um longo papo, perguntam:
- Mas você entende tudo?


Hahahahahaha, engraçadíssimo!!!
Estes clichês de perguntas, o modo de nos tratar como macaquinhos e as curiosidades que são sempre as mesmas nós fazemos também. Mas agora prestarei mais atenção ao tratar os eXtranjeros: nem patinho, nem abelha e nem macaquinho... estrangeiro.

domingo, 30 de outubro de 2011

Diga-se de passagem...



Em pouco tempo de estadia na Argentina, percebemos facilmente o gosto dos hermanos pelos MASCOTAS, ou cachorros (diga-se de passagem que cachorro em castelhano é cachorro filhotinho, os adultos são perros). Em uma pesquisa feita por uma marca de produtos pets constatou que a cada 10 famílias argentinas, 8 têm um cachorro. É um amor! (diga-se de passagem) O ponto negativo é que há muito deles nas ruas.

O interessante é que os cachorros entre eles são muito sociáveis, não brigam e convivem sem coleiras em harmonia. Tenho muito o que contar desses perros, histórias engraçadíssimas, mas deixa para outra oportunidade. O que vou falar hoje, diga-se de passagem, é sobre UM específico.
Uma figura toda negra, marcada com algumas mesclas de marrom por causa da terra impregnada em seus pelos e mais de meio metro de longitude (se estivesse em equilíbrio com duas patas, creio que era da minha altura!). É UM figura e um acontecimento muito raro (não tão raro na Argentina, diga-se de passagem).
Eu o conheci durante uma caminhada vespertina que, ao parar na calçada para atravessar a Rua Buenos Aires, vi (ou previ) uma coisa negra sendo atropelada por um carro. Assim que dei um grito, o condutor reduziu a velocidade (diga-se de passagem que os motoristas do Paraná são muito barbeiros) e o cachorro saiu correndo em minha direção. Ufa! Talvez tenha salvado uma vida! Mas me arrependi um pouco, fiquei com medo daquela coisa correndo em minha direção com a língua para fora. O que eu faço?
Esperei ele chegar próximo a mim. Não me cheirou, nem nada - fiquei tranquila; e logo tive uma oportunidade de atravessar a rua, e ele atravessou comigo. Andei mais duas quadras e percebi que me seguia. Tinha certeza que quando chegasse ao parque onde costumo caminhar, ele se distrairia com os outros da mesma espécie e se esqueceria de mim.
Estava errada! Ele caminhou e correu comigo durante 50 minutos. Eu coordenava o ritmo da caminhada/corrida e mesmo assim me acompanhava! Às vezes, achava que ele tinha se distraído com algum arbusto, mas logo estava ao meu lado esquerdo (ele tem preferência por este lado - diga-se de passagem).  O mais engraçado - e foi quando eu mais me senti uma argentina, diga-se de passagem - é que as pessoas que caminhavam com os seus cães pequeninos, viam aquele monstro comigo e achavam que eu era a dona desnaturada que não segurava o meu cão e, assim, as donas pomposas suspendiam os seus cãezinhos para que aquele negrão não os machucassem (coitadas, que equívoco)!
Me diverti... até eu chegar na porta de casa! Eu tinha esperanças de que ele realmente se distraísse, gostaria que isso tivesse acontecido. Tentei distraí-lo, acariciei suas orelhas, conversei, agradeci pela companhia... mas ele foi irredutível, esperava eu abrir a porta!
Depois de muita conversa e nenhuma resolução, abri a porta e ele adentrou parcialmente. Não teve jeito - meu coração partiu - o afastei e tranquei o portão! Ele pôs sua cabeça entre as grades e latia enquanto eu, com um aperto inexplicável no peito, subia as escadas.
Continuava a latir mesmo não me vendo mais! Entrei na casa desnorteada, não sabia se pegava água e comida para ele, se voltava, se tapava meus ouvidos! Contei a Melisa o que acontecia e, enquanto isso, ele latia! 5 segundos depois do seu último latido, abrimos a janela e depois a porta para vê-lo, e havia sumido, evaporado! Fui até a rua e olhei para os dois lados procurar sombras dele, e nada...

Por 1h foi um grande companheiro! Talvez eu o reencontre! Senão, valeu a companhia...
Diga-se de passagem foi um grande camarada, infelizmente, diga-se de passagem!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

As luas de outubro...


Aqui, ouvi dizer de um periquito mexicano que as luas de outubro são as mais charmosas. Não sabia disso, porque não havia prestado atenção – (aliás, péssima canceriana!) – mas este mês observei o quão bonito é a formação do céu noturno em outubro. Pude observar um ciclo da lua que termina hoje com a lua nova.
Neste mês de lunas hermosas se passou bastantes eventos hermosos. Visita de papis e mamis hermosos. De novio hermoso. Almoços hermosos. Eventos culturais hermosos (issimos...). Até o gato ficou hermoso. E me dei conta como as pessoas são hermosas, em sua totalidade hermosa de mudança de atitudes e jeito.
Já se foram dias, meses, e as pessoas se mostram como frágeis e feitas de carne e osso. Se revelam em conversas e desabafos. Em silêncio e reclusão. Neste mês de outubro hermoso, me dei conta de como somos de fases. Queremos chocolate e não o queremos. Dizemos bom dia, mas não boa tarde – ou vice-versa. Este mês, a personalidade e os sentimentos afloraram e atuaram como silêncio ou como rompimento deste. É lindo!
Assim, como deslumbramos a lua cheia, saturada de beleza e luz; admiramos a reclusão dela quando se esconde, escurece o céu, mas que marca um novo começo de fase. É interessante em como as pessoas e as luas se comportam.
Hoje, depois de uma prova muito pouco hermosa, é o que tenho para dizer do que aprendi realmente nesta semana.

♪De las lunas,la de octubre es más hermosa,porque en ella se refleja la quietudde dos almasque han querido ser dichosasal arrullo de su plena juventud... ♪



domingo, 16 de outubro de 2011

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?


Digo sempre aqui que uma das coisas que mais sinto falta, ao ver as chicas fazerem, é arrumar as malas para voltar para a casa aos fins de semana. E hoje, dia 16 de outubro ou o terceiro domingo de outubro, é Día de las Mamás e todas arrumaram suas malas, compraram presentes e tomaram os ônibus em direção de onde  saíram...
De onde saíram em dois sentidos: o de porto-seguro que é a casa dos pais e o de porto-seguro que são os ventres das mães!
Dois sentidos que, ao pôr o pé para fora, nos leva a conhecer uma totalidade do mundo. A primeira etapa é conduzida pela mãe assim que saímos do seu ventre, ela é a anfitriã, é pela relação com ela que um niño começa a conhecer e identificar o mundo. E a segunda é quando está mesma mão que nos balança para dormir e nos apoia para o primeiro passo, nos ajuda a seguir e nos abraça quando voltamos.
No Brasil, no México, na Argentina, na Inglaterra... mãe é mãe, madre es madre, mother is mother!
Mãe é "padecer no paraíso", como diria a minha! Mãe é doar sem pedir nada em troca! Mãe é renunciar a categoria de filha...
Sabe aquela máxima de quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Para uma mãe (ou para minha mãe), sem sombras de dúvidas é a galinha (porque, "como uma mãe pode deixar seu filho - seu ovo -, sozinho neste mundo?'')

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Oi? ¿Hoy?

'

HOY = hoje (em espanhol)


Quando alguém nos fala algo que não entendemos, seja pelo conteúdo pouco compreensivo ou pela intensidade de volume da voz, nós falamos: Quê? What? Cuma? Como (em espanhol)?... mas eu digo: "Oi?".
E foi por isso que um diálogo como os dos primórdios, onde a "palavra" UGA designava todas as coisas possíveis, está para ser contado, cuja protagonista (ou antagonista) soy yo!


Chego no hall do segundo piso da Faculdade de Comunicação (perdida, como sempre) e avisto uma mocinha sentada no chão próximo ao lixo. Nos aproximamos para sentarmos na escada  e eis que surge uma pergunta:
   - ¿Cuándo nananananananananana...? - mocinha
Uma interrogação apareceu, apontei meu dedo indicador em direção ao meu peito como perguntando se era comigo...
   - Oi? - eu
   - ¿Hoy?
Essa menina está querendo tirar sarro da minha cara!
   - Anh... oi?
   - ¿Es hoy?
   - No, no sei, pero no entiendo! 

E o diálogo primitivo se findou. Finalmente acabou o mal entendido, ou não, porque a menina ficou sem resposta e eu fiquei sem pergunta. É melhor ficar sem resposta ou sem a pergunta?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Companheiro ou compañero?

Horkheimer e Adorno

Companheiro: do latim, compartir o pão

O uso de companheiro e compañero é diferente no Brasil e na Argentina. Compañero na Argentina é o mesmo que o colega do português.
O companheiro brasileiro é mais do que um ser que divide um mesmo ambiente escolar ou de trabalho.
Ser companheiro ou compañero é compartir o pão. Mas além do pão (uma massa feita com farinha, água e sal que se tem origem nos povos da Mesopotâmia), o compaNHEIro divide tristezas e alegrias, pão ou jiló, está presente em qualquer momento mesmo longe em distâncias físicas! São raros, porque companheiros não se fazem em toda esquina, em toda classe e da noite para o dia.
Companheiro se mostra aos poucos, se torna essencial em nossas vidas e muito presentes, que mesmo longe queremos saber o que ele pensa ou o que pensaria se estivesse em nosso lugar.
Desde que cheguei aqui, percebi o quão sou acompanhada e a contínua conquista de compaNHEIros por esse mundão, que as vezes pode estar perto, mas são nas dificuldades e diferenças que o percebemos.
Nas últimas semanas, por exemplo, os meus compaNHEIros mais presentes "fisicamente" são Adorno e Horkheimer. O que será que eles pensam disso?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

... e aquele pastel!!

Há muitas peculiaridades culturais, econômicas, políticas, sociais, tecnológicas... enfim, são muitas as diferenças de um país e de outro, mesmo que eles sejam separados somente por uma convenção!
Pastel aqui na Argentina, e em outros países também, é o nosso bolo. Adoro pastéis brasileiros e argentinos. Mas os pastéis brasileiros fazem um tempo que eu não como e, nos últimos tempos, esta vontade aumentou. O que é similar a um pastel brasileiro (mas não é nada igual) é a torta frita.

É a saudade! E a saudade é a mesma daqui e do Brasil?
Dias atrás li um artigo científico chamado Para além da origem da palavra saudade que discute sobre a origem incerta da palavra Saudade. Algumas línguas, como o alemão, precisam de 3 palavras para se aproximar do que é a nossa saudade. E o autor afirma que se a saudade não é peculiar somente ao povo falante do português, como que o sentimento é universal? “Na verdade é a palavra saudade que nos conduz a uma consciência do sentimento e não o sentimento que de alguma forma se descobriu como saudade. A saudade só é possível, porque existe a categoria saudade para senti-la”.
Ou seja, sentimos saudades, porque sabemos o que isso significa. E o que isso significa? Lendo o artigo vi uma definição que, agora, sempre usarei. Conforme TOBIAS (1997) saudade é “o sentimento amargosamente gostoso de um amor ausente”.
Saudade nada mais é do que o reflexo de um sentimento bom. Só sentimos a tal da saudade se realmente sentimos falta daquilo que foi ou ainda é muito bom, mas que nos está longe!
É bom sentir saudade, ela nos faz enxergar detalhes que antes eram alheios: cheiro, cores, texturas, conversas... e o pastel da feira, que mesmo com o óleo velho e sem recheio nos emana uma saudade enorme!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Choques de um Brasil e Argentina



Véspera de um amistoso SuperClássico e nada amigável Brasil x Argentina e a discussão era: qual roupa usar? Fútil?
A preocupação real era se os argentinos seriam receptivos com as camisas verde e amarela em um mar celeste, já que as torcidas são misturadas.
Pensamos: somos brasileiros, mas estamos na Argentina, mas não posso virar a casaca, mas e o medo?
Por fim eu decidi ir neutra, Aline foi de Argentina e Murilo de corintiano. 
Primeiro choque: encontramos meia dúzia de brasileiros no mesmo coletivo que nos trasladava, sendo que 2 eram unespianos! Minha euforia começou a aumentar e a vontade de ver um gol brasileiro no país dos hermanos também.
Pisamos no estádio Mario Kempes e (segundo choque) em cada camelô havia dois exemplares de bandeiras brasileiras para um cento de argentinas. Comprei uma (... brasileira lógico), compraria mesmo se custasse 70 pesos. Entramos na área que correspondiam nossos bilhetes e (terceiro choque) argentinos à paisanos, argentinos que organizavam o evento, argentinos jornalistas, enfim, todos os tipos deles nos receberam, conversaram e tiraram fotos com a gente. A banda começou a tocar música brasileira e fomos convidados a pintar o rosto.
O medo voltou porque as cadeiras eram numeradas e cada um de nós estávamos em uma fileira diferente, mas isso logo passou... já explicarei o por quê.
Descemos as escadas da arquibancada e (quarto choque) já ouvimos "Ei brasileiros" e logo nos juntamos com um grupo de quatro, depois com mais dois, com mais três e, por fim, éramos um grupo de quase 15 brasileiros de diversas partes do Brasil. E a cadeira? Sentamos onde quisemos... e a força de 15 brasileiros que gritavam mais que milhares de argentinos?

O jogo começou xôxo e terminou xôxo. Mas a nossa torcida cantou, bateu palma e se perdeu na OLA!

O lance do Damião vi de pertinho e, realmente, foi demais! Coração disparou, preparei o grito de gol e até o choro! Mas sem chances!!!

E o R. Gaúcho cansei de gritar pra ele bater na direita, mas acho que ele entendeu que era na direita dele!! xD
Final de jogo! Demoramos uma meia hora para sairmos, não porque estava lotado, porque os argentinos queriam tirar fotos com nós! Eram muitos: de niños a abuelos. Fora do estádio, mais fotos, encontros com  outros brasileiros... nos sentimos em casa!
Digo que foi uma experiência única, uma experiência que eu gostaria de repartir com todos que eu amo, uma experiência inesquecível!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

♪Longe de casa há mais de uma semana ♪, ou melhor, um mês


O fósforo foi descoberto em 1669 e aprimorado como palito no século XIX. E quem inventou o palito de fósforo, o criou para ser guardado em uma pequenina caixinha?
E nós? Somos criados para ficar em uma pequenina caixinha, ou melhor, em uma casinha (entenda o diminutivo no sentido carinhoso), que designamos “nosso lar”. Nosso lar é uma caixinha dentro de várias que existem. E ainda assim, acreditamos na magnitude daquele mundo, da infinita finitude que cercam aqueles muros.
Ao ganharmos a chave de casa, em certo ponto, conquistamos uma liberdade: podemos entrar ou sair a hora que quisermos. O mundo nos espera para explorá-lo, temê-lo e destemê-lo.
Aquela famosa frase que os filhos crescem longe dos pais ou de casa se torna real em meu contexto. Principalmente, quando fiz um mês longe do meu criadouro de arquétipos. Arquétipos que outrora tão unos e, agora, tão diversificados ao meu olhar. Já me acostumei com o beijinho de cumprimento entre argentinO e argentinO, com a padaria que não tem pão e nem frios, com o doce de leite maravilhoso (isso não foi difícil), com o mate e com os gritos histéricos das chicas. Tem coisas que não nos acostumamos tão fácil, como comer pão e macarrão juntos, a falta do arroz diário e o cuspir das pessoas na rua (eca!).

 Enfim... Minha redoma de fósforo me serviu de muita moral, educação e costumes; mas não me impediu de conhecer outras, de respeitar e de me servir de outras. Basta sairmos um pouco da caixinha e ver o quão grande é o espaço e o quão minúsculos somos. O quão medrosos ou atirados somos. Ou quão dependentes somos. Tenho a chave da minha caixinha e, assim, também como diz aquele velho jargão: “o bom filho a casa retorna”.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

(Moda) ¿Como ser uma Argentina?

Pelo menos alguns, não acredito que todos, estão curiosos em saber como é a moda (de rua e não de passarela) daqui. É comum ouvir dizer que as argentinas se vestem bem. Bom, acredito que sim e com grandíssimo estilo!
Após algumas visitas em blogs de marcas de roupas brasileiras, percebi que a moda usada aqui existe em todo o mundo, porém no Brasil ainda não "pegou".
O que mais me chamou a atenção foram as botinas que as meninas usam... todas usam. O guarda-roupa delas é composto por pelo menos dois modelos ou duas cores destas botinhas:

¿E como elas usam? No inverno, as meninas usam calça jeans bem skinning ou calça leg e as botas por cima. Diferentemente do Brasil, as argentinas preferem as de cano curto e com estilo mais urban.

Um acessório que NÃO pode faltar é o lenço. Eu adoro lenços, mas as argentinas são demais. Os estampados floridos são os preferidos. E não pense que são usados apenas para dar uma corzinha no visual, elas combinam estampa com outra estampa... um charme!

E o mais "moderno retrô" são os penteados que remetem ao final da década de 80 e começo da de 90: os rabos de cavalo de lado e os coques a la Marina Silva (estou em casa, né). Quer mais estilo?


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os TOPS 6 da Argentina


No Brasil, o ritmo sertanejo compõe as cinco primeiras posições do Tops 6 Artistas: Jorge e Matheus, Gusttavo Lima, Paula Fernandes, Luan Santana, Michel Teló (ele tem outra música a não ser Fugidinha?) e ExaltaSamba (o único que não é sertanejo, mas é pagode). Aqui na Argentina, os ritmos são variados, diferentes e muitos são internacionais. Selecionei os Tops 6 com artistas do país ou da América Latina. Shakira e Jeniffer Lopez estão na lista, mas não as escolhi pelo fato de que todos já conhecem!

1- AXEL com Te voy a Amar: 



Axel, ou Fiuk? E não é só por meras semelhanças física. Axel nasceu em uma cidade da província de buenos Aires e sempre estudou música. Hoje ele é cantor, compositor e ator. Esta música é muito romântica para o meu gosto, mas já ouvi muitos cantando-a.

2- DOM OMAR com Taboo (versão de Chorando se foi)


 Este clipe vale a pena ver! É a música Chorando Se Foi, minha gente! Dom Omar é de Porto Rico e o ritmo é o reggaeton. Aqui na Argentina, este som está em todas as danceterias. No clipe, mostra o Rio de Janeiro, o Van Diesel e cenas de Velozes e Furiosos.

3- TEEN ANGELS com Que llegue tu voz


Teen angels é uma banda pop que os adolescentes argentinos e brasileiros adoram. O grupo surgiu com uma série chamada Cási Ángeles. A música, a banda, enfim, parecem muito com Os Rebeldes.

4- LUIS FONSI com Gritar


Luis Fonsi também é de Porto Rico, canta, compõe e é músico. O seu ritmo é o romântico, mas também toca rythm & blues e pop.Já vendeu mais de 3 milhões de discos no mundo... então, se não conhece é melhor conhecê-lo.

5- TAN BIÓNICA com Beautiful

Sem dúvida, essa música é a que eu mais gosto! Os "chicos" formaram a banda em 2011. A maioria dos músicos que compõe a Tan Bionica trabalharam com música desde a adolescência. A banda faz ritmos variados: rock, rythm & blues, pop... e a calça que eles usam neste clipe parecem as do Restart!

6- REIK com Peligro



Reik é uma banda mexicana formada em 2003, cujo nome vem do inglês rake (libertino). Já ganharam vários prêmios em 2005: MTV Latino América e o Grammy Latino. O clipe é um pouco clichê, mostra o cantor garanhão a procura da sua bela donzela, mas é engraçado que no México eles beijam nas baladas (mais para frente falamos disso) xD.

domingo, 14 de agosto de 2011

Junto ou Separado?



Por que separado é o contrário de porque junto. Quando usamos POR QUE (separado) indagamos sobre algo, quando usamos “PORQUE” (junto) tentamos explicar algo, mesmo que não seja coerente.
Não vou falar de regras ou gramática hoje!  Vou falar de 4.300 km de distância!
Hoje, 14 de agosto, é um dia especial na minha vida, muitos acontecimentos diferentes ocorrem agora!
No Brasil, é dia dos Pais... aqui, na Argentina, eleições presidenciais.
No Brasil, as churrascarias estão lotadas, aqui, na Argentina, viajo por 500 km até o meu próximo destino sem certezas.
No mundo, no meu coração, na minha vontade é dia do MEU pai... e esse é o meu porquê! Por 20 anos presencio esta data nos braços ou ao lado dele. Este ano, passo longe, mas muito junto, como o PORQUE.
Estamos longe em distância e muito próximos em essência, formação e pensamento.
Por isso, estaremos sempre juntos apesar de 4.300 km nos distanciarem fisicamente. São os laços genéticos, afetivos e de admiração que nos une e nos aproxima! Não há dúvidas sobre isso, não há “por quês”, somente “porques”.

 Alegria Alegria ;)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

As minhas primeira impressões sobre a Argentina


Interessante! Estava para escrever este post e eu já pensava em escriber em espanhol!!

Bom, chegamos em Buenos Aires no domingo, dia 07 de agosto, por las 5 y media de la noche, o de la tarde, como quieras – lógico que eu fiquei perdida no aeroporto e o free shop daqui e do Uruguai é maior e mais organizado que o do Brasil, e achamos um wisky de 5 litros, maraaa!!
Las calles ou as ruas parecem a Av. Paulista de São Paulo. Do aeroporto Aeroparque ao centro, onde estamos, deu 80 pesos de táxi.
Aqui tem muitaaa livraria e muito café, chiquérrimos e não tão caros. Comprei um livro por 20 pesos, ou seja, menos de 10 reais.
A polícia anda de bicicleta!

Há loucos para tudo aqui, tipo: cabelos pintados, piercings, emos, restart...
A maioria das lojas não aceitam cartão e quando aceitam há um acréscimo de 10% do valor.
Os Argentinos são muitooo nacionalistas, há bandeira da Argentina em todos os lugares!
Há poucas pessoas gordas! Na verdade, não vi nenhum!!!

Pelo contrário
- o pessoal é bem simpático, bem receptivo...
- as roupas não são tãoo baratas, o mesmo preço do Brasil (se no Brasil custa 140 reais; aqui custa 300 pesos)

Estranho
- a primeira música que eu ouvi quando eu cheguei aqui foi o tango no carro do taxista, mas a segunda foi Chora me Liga do Jorge e Mateus na versão em espanhol. Andando pelas ruas ouvimos Maria Gadu, mais Jorge e Mateus, Fat Family, Alcione e vimos o cartaz do show da Ana Carolina
- Uma coisa muito estranhaaaa é que há muito papelzinho e boates de massagem erótica, a gente pegou alguns papeizinhos para mostrar.
- uma jarra de vinho pequena custa 10 pesos e uma garrafa de água custa 9,50 pesos.. o que eu tomei??

Bom, por enquanto acho que é só! Aguarde os próximos capítulos... xD

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O que te move?

Gasolina, etanol, diesel... já se usou até vapor para mover, promover ação, fomentar o verbo.
A palavra verbo nada mais AGIR/AÇÃO. Mover é uma ação, é o combustível vital.
São pessoas, são detalhes do dia-a-dia, são lugares, são cheiros e sabores, são lembranças...
No meu caso, as lembranças são a minha gasolina - faz mais quilômetros com maior eficiência. 
Nas minhas últimas empreitadas pela internet, vi uma pergunta: quantos quilômetros escreve uma caneta bic? Não havia resposta para a curiosidade de todos. Mas isso me fez pensar, a quantos quilômetros precisamos nos abastecer? A todo o momento. a caneta bic faz milhas de escritas dependendo do que o redator quer escrever ou desenhar. Toda linha reta é a menor distância entre dois pontos..
Siga reto, faça curvas se isso for mostrar-lhe algo de renovador, de combustível. Se abasteça: retorne, observe, valorize... relembre.



Pense hoje, no dia mundial do rock, o que te move?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arroz e Feijão: tem como esquecer?

Falarei muito disso daqui por diante!!
Estou sofrendo de saudades antecipadas.
Saudades daquilo tão simples: deixar a bolsa em cima do baú da sala, trocar o CD do carro, emprestar folhas para os amiguilos, pagar pedágio todas as semanas... é do arroz e feijão que sentimos falta.

Diante dos fatos que ocorreram, como a libertação dos dois jornalistas franceses pelo Talibã, percebemos que a significância é muito subjetiva. Eu me lamentando pela saudade do trivial, do nosso arroz e feijão e eles não aguentando mais tal prato.
A associação deles ao arroz e feijão é com o cativeiro e a minha? Relaciono arroz e feijão com o "arroz e feijão" do dia-a-dia: aquilo que é simples e me sustenta.
É o arroz e feijão que compõe minhas alegrias e tristezas, meu caráter, minhas emoções e razões. É a melhor vitamina para quem aprecia só o caviar.
Experimente!

E como é ficar sem o arroz e o feijão? Não sei. É desconhecido. É nostálgico...
Este arroz e feijão pesa muito mais do que 20 kg, não tem como levar na mala.

terça-feira, 31 de maio de 2011

#quandomertiolateardia

Quando mertiolate ardia? Na década de 1990...
Neste tempo Mertiolate ardia, shampoo johnson ardia e não existia iphone..
Todos os machucados saravam com o "coloca Merthiolate, dá uma assopradinha que passa!"


Meu MEDO não era cair, era passar Merthiolate.
Na época do Merthiolate dançávamos Spice Girls, montávamos castelos de Legos, levávamos aquele lanche gostoso na lancheira.


A geração Z aboliu as lancheiras de suas vidas.
Triste isso! Todos os dias tínhamos o carinho de nossas mães materializados naquele lanche  - no meu caso, minha mãe fazia: sanduíche, bolachinhas, frutas, suco e danone para completar. Além da surpresa diária em descobrir o que nossas provedoras preparam.
O tempo se esvaiu!! Não se tem mais tempo para preparar uma lancheira, uma marmitinha! Hoje há tecnologia, dinamicismo, mas não há Merthiolate...

Só posso dizer uma coisa: que saudade que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida (e vivida) que os anos não trazem mais.
#quandomertiolateardia

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Invidualidade ou egoísmo?


É uma pergunta que eu me fiz recentemente ao me relacionar com algumas pessoas que exalam a pena, o dó. Por incrível que pareça as relações de soberania de uma pessoa sob outra é regida pela demonstração do fascínio a pena. E é generalizado, quase uma epidemia.
O negócio é sentir pena. O discurso é enfadonho: comparar de diversas formas o sofrimento. O padecimento é o alvo. Nos apegamos a negatividade como se fosse um ente querido: precisamos falar dela o tempo todo.
Na verdade, imagino se tratar de uma arma, uma arma que desperta o dó. O incrível é que a História nos remete a uma situação contrária, a do heroísmo. Pois bem, hoje, para ser herói precisamos sofrer e despertar a pena!
Acredito que as pessoas, como um todo, se afastaram ou abnegaram os sentimentos próprios. Somos compostos pelo egoísmo. O sinônimo para isso é egocentrismo. Não nos colocamos mais no centro do universo, mas no centro da sociedade e para isso necessitamos exalar o dó.
O que nos falta? Nos posicionarmos em NOSSO centro, insuflar a individualidade.


Etimologicamente, indivíduo significa em grego atomom. No sentido físico e filosófico, indivíduo é algo indivisível, único, uma unidade que não pode ser dividida devido a sua solidez. O filósofo Boécio compara o indivíduo a um diamante...
Despertemos nossa individualidade. Pensemos em nós em primeiro lugar e depois o que nos cerca e nos faz bem. Estar bem é estar tranquilo com nós mesmos. Convicto daquilo que nós acreditamos. Se não o somos, não temos outro acessório que não a dispersão da pena.
Segundo um clichê ideológico, o sentido da vida é a busca da felicidade! Anota aí no seu caderninho, busque isso, porque qualquer acontecimento que se aflore temos apenas uma certeza: eu sou só eu! Acima de tudo, sou um diamante!

terça-feira, 26 de abril de 2011

E Agora Kate?


A Monarquia Inglesa tem suas origens muito antes de Cabral decobrir o Brasil, foi por volta do século X. A partir daí, foram muitas as ladies ou plebeias que se transformaram em Rainhas ou Princesas.
Quem não quer ser uma princesa? Difícil! Mais difícil ainda é se portar como uma. Ser princesa ou rainha é uma profissão que você desempenha 24 horas por dia, 7 dias por semana, mesmo naqueles dias de TPM você tem que sorrir!
Mas a mídia trata estes matrimônios como contos de fadas, mas nem sempre, na Coroa Inglesa, aconteceu o "e viveram felizes para sempre..."

Leonor de Aquitânia
Essa é muito moderninha! Pensa no contexto: Idade Média...
Detentora de posses, ela se casou aos 13 anos com o rei Luis VII da França. Tiveram duas filhAs, mas por conta da Lei Sálica da época, era necessário um meninO para a sucessão do trono.
Em 1147, Leonor acompanhou seu marido a Segunda Cruzada e encontrou seu tio Raimundo de Poitiers, príncipe da Antioquia, com quem teve um relacionamento de adultério e incesto. Sendo obrigada a voltar com o seu marido, ela pediu o divórcio alegando que era um casamento incestuoso, já que ela e o rei Luís VII eram parentes de quarto grau.
Ela era simplesmente linda! Aos 29 anos e após 6 semanas do divórcio já estava casada com outro: Henrique, duque da Normandia filho do também amante de Leonor - detalhe: ele era 10 anos mais jovens. Após dois anos ela subiu ao trono inglês e reinou junto com o então Henrique II. Teve 8 filhos, dentre eles Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra...
... ah! E depois ela se revoltou com o marido, apoiando os filhos.

Henrique VIII: o malandrinho
A Inglaterra passou por um período de guerras acarretadas pelo governo dos filhos da Moderninha descrita aí em cima. Após a instauração da dinastia Tudor e o início das reformas religiosas entra em cena o rei Henrique VIII.
Este não perdeu tempo, casou-se seis vezes. Não poupo as cunhadas: Catarina de Aragão que era casada com o seu irmão e Ana Bolena, irmã de sua amante. Condenou esta última de adultério que foi decapitada. Mas o tempo não pára e logo casou-se com Jane Seymour, aia da rainha. E ela morreu no parto. Para não ficar sozinho e triste, tratou de flertar com a nobre alemã Ana de Clèves - que segundo as más línguas não era lá uma Brastemp no quesito beleza.
Aos 49 anos, pesando 115 quilos, Henrique VIII casou-se com Catherine Howard de 16 anos. Não aguentou né! Mandou matá-la! Um ano depois Catherine Parr torna-se a sexta e última esposa do rei.
... ah, ele só não teve a sétima, a oitava esposa, porque logo mÓrreu!

Jorge IV : o patético
Ele se achava o garanhão da Inglaterra! Com 18 anos já tinha cinco amantes! Coitado...
Mas era feio, roliço, austero e imoral - perseguiu sua esposa Carolina após o divórcio, pena que ele era o impopular!!!

Eduardo VII: o garanhão
Eu nem ia comentar, mas impossível! Sabe quantas amantes este cara teve? 55
Isso porque ele morreu em 1910, com 70 anos! Suponhamos que ele teve sua primeira amante com 15 anos, então foi uma amante por ano! E você acha que ele conquistava madames desprovidas de beleza? Nadaaa, a famosa atriz Lillie Langtry fez parte desta lista.

Eduardo VIII: tudo pelo amor
Quem assistiu O Discurso do Rei, filme ganhador do Oscar 2011, se lembra dele! Este foi o irmão mais velho do rei Jorge VI que abdicou o trono para se casar com uma mulher divorciada. Louco? Cego de amores...

Além desses, houve os bafafás do casamento da Princesa Diana com o Príncipe Charles. Não se pode negar que Diana tinha a simpatia e a beleza que despertava o carisma do povo da Grã-Bretanha. A morte trágica de Lady Di, em 1997, despertou murmúrios do acompanhante da princesa naquele dia. Ela tinha amante(s), mas Charles também. Tanto é que se casou com Camila, seu affair extra-conjugal!


Fiquei boba, esses príncipes/reis têm uma cara de pau. E agora Kate, qual será a boa????