segunda-feira, 23 de maio de 2011

Invidualidade ou egoísmo?


É uma pergunta que eu me fiz recentemente ao me relacionar com algumas pessoas que exalam a pena, o dó. Por incrível que pareça as relações de soberania de uma pessoa sob outra é regida pela demonstração do fascínio a pena. E é generalizado, quase uma epidemia.
O negócio é sentir pena. O discurso é enfadonho: comparar de diversas formas o sofrimento. O padecimento é o alvo. Nos apegamos a negatividade como se fosse um ente querido: precisamos falar dela o tempo todo.
Na verdade, imagino se tratar de uma arma, uma arma que desperta o dó. O incrível é que a História nos remete a uma situação contrária, a do heroísmo. Pois bem, hoje, para ser herói precisamos sofrer e despertar a pena!
Acredito que as pessoas, como um todo, se afastaram ou abnegaram os sentimentos próprios. Somos compostos pelo egoísmo. O sinônimo para isso é egocentrismo. Não nos colocamos mais no centro do universo, mas no centro da sociedade e para isso necessitamos exalar o dó.
O que nos falta? Nos posicionarmos em NOSSO centro, insuflar a individualidade.


Etimologicamente, indivíduo significa em grego atomom. No sentido físico e filosófico, indivíduo é algo indivisível, único, uma unidade que não pode ser dividida devido a sua solidez. O filósofo Boécio compara o indivíduo a um diamante...
Despertemos nossa individualidade. Pensemos em nós em primeiro lugar e depois o que nos cerca e nos faz bem. Estar bem é estar tranquilo com nós mesmos. Convicto daquilo que nós acreditamos. Se não o somos, não temos outro acessório que não a dispersão da pena.
Segundo um clichê ideológico, o sentido da vida é a busca da felicidade! Anota aí no seu caderninho, busque isso, porque qualquer acontecimento que se aflore temos apenas uma certeza: eu sou só eu! Acima de tudo, sou um diamante!

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