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domingo, 29 de dezembro de 2013

Quando o novo nasce?


Definir o novo não é algo tão simples. De forma superficial, podemos dizer que o novo é inédito, mas não necessariamente diferente - há tantos momentos, coisas, situações que parecem repetidas, mas são novas e inéditas.
Entretanto, o novo necessariamente surpreende. Nós sempre temos algo a dizer do novo, não é? Quantas situações novas você já participou? Quantas novas pessoas (e não pessoas novas) você conheceu?
E quando nasce o novo? Na verdade, para todas as perguntas, a resposta é a mesma: a todo o momento. Mas, aquele novo de que estamos acostumados a falar, nasce dos nossos olhares.
O novo para existir precisa de ação. Assim, observe: consideramos o novo quando atuamos como protagonistas das ações.
Não dá pra ficar acionando uma tecla de “protagonista” para tudo, mas dá para transformar nosso olhar. Tudo pode ser novo e tudo pode ser surpreendente. E, lógico, o novo não significa que é bom, mas significa, muitas vezes, que é surpreendente.
Surpreenda-se , supere-se.

O ano novo está nascendo... Quando? Onde?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A menininha e a menininha

Foto: Reprodução Pinterest
Criança é sempre uma exclamação. Sempre surpreendentes!
Talvez, o meu maior hobbie é observar essas pequenas criaturas.
Em uma dessas contemplações, o cenário era menininha de 4 anos e menininha de 4 meses.
Uma corria e pedia incessantemente a uma bando de garotos: "vamos brincar, gente?!" e a outra conseguia se virar bem engatinhando em busca de um copo plástico que era movido de um lado para o outro.
Acho que não preciso nem dizer que a menininha de 4 anos era quem movimentava o objeto? Ela era audaciosa e brincava de "igual para igual" com a outra de 4 meses, não tinha favorecimento e nem ajuda. Assim que o bebê chegava ao copo, a maiorzinha pegava e o colocava na direção oposta, a léguas de distância.
Entretanto, o incômodo era só meu. As menininhas estavam se divertindo, em uma brincadeira que mais parecida de dono e cão, mas enfim...
Em nenhum momento a menina de 4 meses chorou, mesmo quando foi buscar o copo a metros da onde o seu pai estava. Já a de 4 anos, começou a falar em som alto, quase chorando: "Pai, cadê a minha mãe?".
Desistiu de brincar e deixou a menininha de 4 meses no meio de um salão frio.
Depois de tamanha teimosia, o pai aceitou levá-la até a mãe e a pegou no colo, enquanto a de 4 meses retornava engatinhando ao respectivo pai. 

São tão espontâneas. Acabou a brincadeira e só, uma quer o colo do pai e a outra tentar andar sem as mãos do pai.
O mais interessante foi a pergunta da de 4 anos para o pai: "E a menininha? Onde está?"

Que menininha? Uma menininha falando de outra menininha... 
Pra mim, deveriam ser sempre pequenas, menininhas.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

De quem são essas histórias?

Diante de acontecimentos estranhos e espantosos, impossíveis e julgados, me fez reacender a discussão de que não há uma história. Há várias histórias para um mesmo acontecimento.
O mais sufocante (talvez) é que não são os próprios envolvidos a decidir o final da história, até porque no caso do Menino de 13 Anos e da Isabela, ambos estão distantes daqui e sentados em poltronas diferentes diante do julgamento de suas respectivas histórias.
De quem é a verdade?
Quem é dono dela?
Talvez, os peritos que interpretam provas científicas que não têm 100% de certeza. Ou, ainda, um delegado que nunca conviveu ou sequer transitou os olhos a um ser, que hoje é condenado.
Justo ou injusto...
Não tenho a mínima intenção de persuadir ninguém.
Em nosso dia a dia as coisas acontecem de forma semelhante. Na verdade, apenas reivindicamos contar a "nossa história" quando somos prejudicados... Prejudicados? Em qual história? (Está vendo?).
É sempre a nossa história. Não é possível desvincular tal posse!
É isso que me preocupa... Ao menos, se o Menino de 13 Anos e a Isabela pudessem contar as suas histórias...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Perde-se o chão, cria-se asa!


Quem nunca ouviu a célebre frase: "antes de casar sara"? Quando pequeninha, vivia caindo e com os joelhos cheios de machucados. Hoje, ainda não casada, os ralados sararam, ficaram apenas algumas cicatrizes, que me fazem lembrar dos tombos mais feios.
Mas existem machucados que não saram, nem antes e nem depois de nos casarmos e, quando formam cicatrizes, são marcas bem visíveis e grandes.
São situações e experiências amargas. Tombos que nos fazem perder o chão. Geralmente, são dores causadas por algo certo na vida, inerente ao homem, à vida. É tão certo e tão surpreendente. Não temos segunda chance. Por isso, talvez, seja a prova prática de tudo aquilo que nós já aprendemos com os outros tombos.
Não se tem chão. "Tudo vai passar". "Sinto muito". "Força"... São placebos.

A verdade é que perde o chão. Perde-se o apoio. Mas, para quem vive essa dor que não sara (nem antes e nem depois de se casar), a vida te ensinará a voar. Sempre aprendemos. 

domingo, 14 de julho de 2013

Ver e enxergar!


Foi pelo canto... Escutei um passarinho piar incessantemente nas minhas costas.
Me virei e, pela vidraça, vi o bichinho em uma coreografia acrobática e em uma apresentação sonora digna de aplausos. (Era quarta-feira para toda aquela agitação).
Ele livre e eu engaiolada dentro de um escritório só observando aquele show.
E, assim, ele continuou por horas atiçando a minha curiosidade. Afinal o que aquele passarinho queria?
Abri a porta e o vi melhor. Sua barriguinha tinha um amarelo tão vivo que o dia ensolarado tornava-se triste perto da vivacidade daquele pequeno ser.
O mais interessante é que, mesmo me aproximando, ele não fugia. Não tinha nada que o fizesse arredar o pé dali.
Apesar do belo espetáculo, afazeres me esperavam e os segundos de contemplação face a face chegaram ao fim. Fechei a porta e, como de costume, arrumei o tapete de entrada com os pés e, foi aí, que enxerguei aquele passarinho.
Vi um montinho caído imóvel logo atrás daquela porta de vidro que tinha uma mancha amarela da mesma cor do bichinho cantor...
... Enxerguei aquele passarinho e ouvi com toda a atenção e pesar a sua melodia.
E, assim, cantando o epitáfio do seu companheiro, ele está até agora no mesmo lugar (quase uma semana depois) !

Talvez, pude compreender o verdadeiro significado do ditado: "nem tudo o que reluz é ouro"!

terça-feira, 9 de julho de 2013

O olhar do cotidiano de Alain Laboile

Conhece o fotógrafo e artista francês Alain Laboile? Ele gosta de retratar fatos do cotidiano e neste ensaio registra cotidianamente os seus filhos e a natureza.
Olhando este ensaio, fiquei encabulada: por que as crianças são tão fotogênicas? Logo me veio a ideia de que elas são espontâneas. Realmente, são! Mas, apesar de serem usados como sinônimos, o adjetivo exato é natural. Talvez, pelo pouco tempo de vida, elas são originais e, assim, puras e simplesmente naturais.

Preste atenção nos detalhes. ;)









quinta-feira, 27 de junho de 2013

O mundo com uma lupa!

O fotógrafo Salih Agih fez um ensaio diferente e cheio de significado, chamado Magnifying Glass! Veja o que acha?









quarta-feira, 19 de junho de 2013

Um lugar melhor - É isso que queremos!

Fazer do lugar onde vivemos um lugar melhor é a origem de todas as manifestações que estamos vendo há uma semana por todo o Brasil. Cada um faz aquilo que pode, dá melhor forma que pode. Não me refiro em ficar sentada no sofá, mas, sim, em oferecer voluntariamente o que você tem de melhor. 
Doação é a palavra.
A artista francesa Mademoiselle Maurice espalha coisas boas por aí, coisas que ela acredita e faz de cada cantinho por onde passa uma explosão de alegria e "boniteza". Dá uma olhada no trabalho de Mademoiselle que decora os lugares públicos com origamis coloridos:











Alguns projetos são em prol a causa ambiental, outros como incentivo de artistas locais, outros para reviatlizar a vizinhança e ainda outros que são feitos porque simplesmente dá vontade. Exemplo!
Fonte: Lola Digital

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A bailarina da caixinha de música!


Nunca entendi direito a função das caixinhas de música. Minha mãe falava que era pra guardar as joias. Bom, joias nunca eu tive, mas depositava os aneizinhos e pulseiras advindos das promoções mais diversas de pirulitos e balas.
Olhava aquilo tudo e queria ser a bailarina da caixinha de música com saia tutu, sapatilhas de ponta e coque no cabelo para esperar alguém dar corda. Afinal, dar corda é um movimento involuntário, só faz quem quer ver o “espetáculo”.
E, hoje, refletindo sobre a vida com os olhos fixos em um chaveiro que abre e fecha, entendi a verdadeira função da caixinha de música.
Um dia – quando não tinha problemas – me sentei no chão do quarto, segurei a caixinha no colo e perdi meu olhar mirando a bailarina. A música de Für Elise e os rodopios me levaram para longe. Passava tantas coisas desordenadas na minha cabeça que uma lágrima rolou. Depois de várias cordas, vários rodopios, senti tudo claro e simples como a bailarina. Fechei a caixinha e estava pronta novamente para me esquecer da plateia e dançar conforme a música, quando ela fosse bonita.

... Por isso, talvez, queria ser a bailarina da caixinha de música... Perder os olhares e o pensamento das pessoas são bons motivos!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Quando corríamos pra lugar nenhum!


Quem vê a garotinha da foto acha que é o charme em mini ser. Difícil não achar. Cabelo mal repartido, pés descalços, mãos segurando galochas coloridas, saia de tule e topless. Se pensarmos apenas na descrição escrita sem olharmos pra foto, a imagem que surge em nossa mente pode ser até avessa. Pior seria se disséssemos que esse ser corre para lugar nenhum. Acho que tudo surgiria, até a imagem de um andarilho, menos a de uma menina fofa.
Mas, a foto nos transmite toda a alegria e ingenuidade de uma criança correndo pra lugar nenhum!
Ela corre da forma que consegue e do ritmo que tem, nada e ninguém a faz disparar para uma chegada. Afinal, ela já chegou, está aí... Ora está ali, aqui... Sem lugar, sem ponto de partida e sem ponto de chegada.
Em nossa caminhada (ou corrida), já partimos e já chegamos ao mesmo tempo. Insistimos em correr para um determinado lugar, mas será que existe?
Bom, filosofias à parte, era mágico quando éramos como essa garotinha e corríamos para lugar nenhum toda a tarde depois da soneca.

Foto: Reprodução Pinterest

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E depois do horizonte?

Eu adoro olhar para esta foto. Ela é curiosa, interessante e verdadeira. Acho que cai bem para ilustrar o assunto.


Você, talvez, já tenha ganhado um presente pequeno (de tamanho, mas não de valor) que foi embrulhado em uma caixa de fogão (exagerei!). A caixa gigante, provavelmente, continha inúmeras outras caixas, uma dentro da outra. Até que na décima, tem uma caixinha, onde encontra-se um pingente lindo. Nesse sentido, fomos do maior para o menor.
A nossa vida é ao contrário. Somos um joia dentro da caixinha que merecemos (algumas são velhas, outras furadas, outras apertadas e outras lindas de viver e encapadas com veludo). É nessa caixinha que passamos a maior parte da nossa vida e aprendemos. Aprendemos muito.
Por inúmeras circunstâncias, que vai do luxo extremo ao aperto que incomoda, destampamos a caixinha e descobrimos uma maior, cheia de espaços desconhecidos. Não ficamos mais presos e seguros como na caixinha pequena. Nós ficamos soltos e, inicialmente, balançamos/giramos conforme o ritmo que ela está sendo levada. Nos estabilizamos e, por algum tempo, acreditamos que aquilo é o mundo absoluto. Sonhamos com esse mundo melhor, fazemos planos em conhecer esse mundo e ter muito reconhecimento nesse mundo. Até que observamos, por um furo dessa caixa maior, que há algo além das quatro paredes e, então, decidimos forçar a tampa.
Ah! Ah uma outra caixa muito maior que a primeira e mais ampla que a segunda. E, aí, temos a mesma sensação inicial de insegurança e, posteriormente, de conhecimento.
Nossa história não termina aí. Estamos tão bem embrulhados, que é melhor desconfiar quando se flagrar pensando que domina alguma coisa.
Depois daquele horizonte, tem outro e outro e outro e outro...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Amizade em P&B

Há quem adore as amizades coloridas. Torna-se um relacionamento descomprometido, mas com muito companheirismo (talvez!). Mas e uma amizade preta e branca? É do tipo "preto no branco", verdadeira. De fato é. Não é a questão do branco e do preto serem cores (ou ausência de) opostas. Na verdade, a mistura delas, quando bem combinadas, oferecem contrastes maravilhosos ou, ainda, fusão de contornos que ninguém entende.
Deixando de metaforear, o russo, que é economista - mas fotógrafo nas horas vagas - Andy Prokh, fez um ensaio que mostra a amizade verdadeira em P&B de sua filha, Catherine, e o gato dela, Lilu. As fotos têm aspecto de antiga, mas são recentes, e mostram muita expressão. Até o gato é expressivo:








segunda-feira, 15 de abril de 2013

Somos over!


As tendência fashion dizem que ser over está na moda. Ninguém mais usa uma pulseira, hoje o It é encher os braços de pulseiras, braceletes e anéis... Sem dó.
Mas, também, quem não é over? A palavra inglesa tem vários significados, mas quando usado como adjetivo, o termo nos leva ao sinônimo de: demais, excedente.
Em geral, podemos até ser discretos. Mas temos excedentes. Somos over, por essência.
Quem nunca exagerou diante de uma pizza ou de uma caixa de bombons? Difícil. Mas se alguém tem esse poder de resistir, é over de se conter o bastante pra não aproveitar o gosto esplêndido de um chocolate. É over também. É difícil também.
Sou over, sim! Tentamos ser contidos o suficiente, tentamos amar o suficiente e tentamos ser nós mesmos o suficiente. Mas nem tudo está sob controle. O suficiente nem sempre é o bastante... Precisamos nos jogar para vivermos e, assim, excedemos!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Galãs banguelas!

Sorrir sem medo é tão bom, né?! Já pensou os caras mais lindos do mundo com um sorriso sem dente? Talvez ficar banguela virasse até moda! Mas pensando desse jeito e prezando um belo sorriso, o colaborador do site BuzzFeed, John Gara, criou uma série de fotos que mostra os astros da música, cinema e televisão assim:










O que acharam dos meninos da 1D, de Zac Efron, de Adam Levine, de Andrew Garfield, de Leo DiCaprio, de Paul Rudd, de Ryan Gosling, de Bradley Cooper e de John Mayer?