Eu adoro olhar para esta foto. Ela é curiosa, interessante e verdadeira. Acho que cai bem para ilustrar o assunto.
Você, talvez, já tenha ganhado um presente pequeno (de tamanho, mas não de valor) que foi embrulhado em uma caixa de fogão (exagerei!). A caixa gigante, provavelmente, continha inúmeras outras caixas, uma dentro da outra. Até que na décima, tem uma caixinha, onde encontra-se um pingente lindo. Nesse sentido, fomos do maior para o menor.
A nossa vida é ao contrário. Somos um joia dentro da caixinha que merecemos (algumas são velhas, outras furadas, outras apertadas e outras lindas de viver e encapadas com veludo). É nessa caixinha que passamos a maior parte da nossa vida e aprendemos. Aprendemos muito.
Por inúmeras circunstâncias, que vai do luxo extremo ao aperto que incomoda, destampamos a caixinha e descobrimos uma maior, cheia de espaços desconhecidos. Não ficamos mais presos e seguros como na caixinha pequena. Nós ficamos soltos e, inicialmente, balançamos/giramos conforme o ritmo que ela está sendo levada. Nos estabilizamos e, por algum tempo, acreditamos que aquilo é o mundo absoluto. Sonhamos com esse mundo melhor, fazemos planos em conhecer esse mundo e ter muito reconhecimento nesse mundo. Até que observamos, por um furo dessa caixa maior, que há algo além das quatro paredes e, então, decidimos forçar a tampa.
Ah! Ah uma outra caixa muito maior que a primeira e mais ampla que a segunda. E, aí, temos a mesma sensação inicial de insegurança e, posteriormente, de conhecimento.
Nossa história não termina aí. Estamos tão bem embrulhados, que é melhor desconfiar quando se flagrar pensando que domina alguma coisa.
Depois daquele horizonte, tem outro e outro e outro e outro...
