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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Que mundo incrível!!!


Acordar de mau humor, talvez, seja um dos maiores estímulos para olharmos a vida com negatividade. O brilho do sol nos incomoda, a preguiça nos cega... Mas, basta assistirmos a este vídeo e entendemos o por quê fomos dormir tarde e acordamos cedo, o motivo disso aparentemente ser absurdo e o principal: a justificativa do hoje e do estar hoje! Não é só a bela e pura natureza que gira em perfeita harmonia, nós também!!!
Nós não nascemos prontos, nós não sabemos tudo e rodamos conforme à música... Espero que de acordo com What a Wonderful World. Então, aceite a sua vida e aprenda!




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sempre rodamos!

Fotografia de Daniel Pitta | Olhares.com

Depois de uma temporada sem aparecer por aqui, cá voltei!

E voltar é algo que constantemente fazemos. Porém, engana-se quem acredita que voltar é regredir!

Dificilmente partiremos do zero. Nascemos como um parafuso apertado e, aos poucos, por meio de experiência das mais variadas possíveis (experimentais, acadêmicas, pragmáticas e outras), começamos a "desrosquear". E desatarrachar, por incrível que pareça, não é regredir, mas, sim, se libertar. E talvez esse seja o nosso maior objetivo.     
            
A cada volta concluída, ganhamos mais espaço. E para efetuar uma volta, voltamos ao ponto de partida, porém subimos um pouco mais. Por isso, estamos sempre voltando e rodando... O mundo dá voltas, e nós apenas seguimos o seu movimento. Mantendo nossa essência.

E quando "desparafuzar-nos" por completo? Sairemos da casinha... E não me pergunte se daremos voltas, ou se criaremos pernas, asas e afins.

Voltei e rodarei quantas vezes for preciso!











segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Somos animais do mesmo reino

Sou mesmo uma manteiga derretida. Confesso que chorei!

As notícias nos chocam e nos deixa em dúvida. Na verdade, a vida se confunde.
Viramos animais ou os animais viraram humanos? Sinto em dizer, mas acho que o mais coerente (se é que é possível dizer isso) é a primeira afirmação. Tornamos animais.
Todos os dias ouvimos ou presenciamos  histórias de cair o queixo. Do tipo: Após matar 2 filhas, mulher tenta se suicidar. Nos horrorizamos.
Hoje, logo pela manhã, "choquRei" com a seguinte notícia: "Elefante pisoteado pela mãe ao nascer chora por cinco horas". Olha o olhinho de lágrima:
Foto: Reuters

As mães atentam contra a própria vida da cria. No mundo animal, isso é mais do que normal. Geralmente, esse papel é do pai, que tem ciúme dos filhotinhos.

Um animal (e dos grandes) chora e por cinco horas.
As histórias se parecem. Estão no mesmo reino animal. Mas em  selvas diferentes, será?

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Mais amor, por favor!

Sempre conto essa história, mas vou difundi-la um pouco mais... =)
Você já deve ter se deparado com pessoas que fazem questão de mostrar os seus problemas e, geralmente, é tratando os outros com raiva e amargura.
E, sem dúvida, você já ouviu falar que o segredo de uma comida boa é o amor...

Depois dessa introdução, vamos para história!
Almoçar em estrada, nem sempre é uma boa ideia. Outro dia, voltando de São Paulo, decidimos almoçar em um "posto-restaurante" famoso (já foi mais, na verdade). Tenho péssimas experiência com comida de estrada e por isso decidi pelo sanduba, daqueles que você monta do jeito que quer.
Estamos na fila para fazer o pedido, eis que a atendente era novata, assim não sabia nada sobre nada do que tinha ali.
Queríamos o frango teriyaki e, aí, começou o problema. A fulana perguntou para a subsubsub-gerente se havia mais do ingrediente lá dentro. Bom, até tentei reproduzir a resposta da subsubsub-gerente, mas não consegui. A questão é que a moça levantou a voz pra novata. Constrangeu.
Eis que peço para esquentar o lanche... E vem a subsubsub de novo e fala um monte para a novata e bate no balcão.
Apesar disso, surgiram mais duas novas clientes na fila e eu fiquei esperando a minha vez de pagar.

Pensa em uma moça toda tatuada e com piercings. No primeiro momento, achei que a situação nervosa-constrangedora ali poderia piorar. Mas, foi a primeira impressão, lógico. Nunca vi uma pessoa tão coerente na minha vida!
A subsubsub perguntou para a cliente tatuada com seu jeito bem meigo (sqn):
- Algo mais?
- Mais amor, por favor - respondeu!

Espero não passar mais por momentos como esse. Mas, se passar, quero coragem para dizer exatamente isso!


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Que mundo pequeno e grande!

Confira a série de fotos Magnifying Glass do fotógrafo Salih Agih

Em uma planeta razoavelmente grande, encontramos nosso vizinho no mesmo restaurante que nos indicaram em uma viagem em outra cidade ou trabalhamos com a namorada do seu melhor amigo de infância, muitas vezes, sem saber... E por aí vai as "coincidências"!
E eu sempre digo "que mundo pequeno!".

Do mesmo modo, me perco (ou perco minhas coisas) na minha própria casa, no meu próprio guarda-roupa. E o mundo parece tão grande!

Esta semana, o mundo ficou tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo. Um bairro ficou enorme, porém o mundo (simbolizado, é lógico, pelo Facebook) ficou tão pequenininho. É isso que dá perder algo de real valor! Na verdade, o cachorro (algo de real valor) foi quem fugiu.
Ele ficou por dois dias na mesma rua onde mora e, por mais que todos passassem por ali procurando-o, ninguém o via. Procuramos pela cidade inteira (que já não é grande), pelo bairro inteiro e ele estava logo ali, em um mundo grande (só que não).
Contudo, pessoas que foram indicadas para contribuir com a busca e que eu mal sabia o nome, de um jeito misterioso, pularam/brilharam/piscaram na timeline do meu Facebook. Que mundo pequeno!
Só que não!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E depois do horizonte?

Eu adoro olhar para esta foto. Ela é curiosa, interessante e verdadeira. Acho que cai bem para ilustrar o assunto.


Você, talvez, já tenha ganhado um presente pequeno (de tamanho, mas não de valor) que foi embrulhado em uma caixa de fogão (exagerei!). A caixa gigante, provavelmente, continha inúmeras outras caixas, uma dentro da outra. Até que na décima, tem uma caixinha, onde encontra-se um pingente lindo. Nesse sentido, fomos do maior para o menor.
A nossa vida é ao contrário. Somos um joia dentro da caixinha que merecemos (algumas são velhas, outras furadas, outras apertadas e outras lindas de viver e encapadas com veludo). É nessa caixinha que passamos a maior parte da nossa vida e aprendemos. Aprendemos muito.
Por inúmeras circunstâncias, que vai do luxo extremo ao aperto que incomoda, destampamos a caixinha e descobrimos uma maior, cheia de espaços desconhecidos. Não ficamos mais presos e seguros como na caixinha pequena. Nós ficamos soltos e, inicialmente, balançamos/giramos conforme o ritmo que ela está sendo levada. Nos estabilizamos e, por algum tempo, acreditamos que aquilo é o mundo absoluto. Sonhamos com esse mundo melhor, fazemos planos em conhecer esse mundo e ter muito reconhecimento nesse mundo. Até que observamos, por um furo dessa caixa maior, que há algo além das quatro paredes e, então, decidimos forçar a tampa.
Ah! Ah uma outra caixa muito maior que a primeira e mais ampla que a segunda. E, aí, temos a mesma sensação inicial de insegurança e, posteriormente, de conhecimento.
Nossa história não termina aí. Estamos tão bem embrulhados, que é melhor desconfiar quando se flagrar pensando que domina alguma coisa.
Depois daquele horizonte, tem outro e outro e outro e outro...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Don't stop the music


Em tempos remotos, a Terra era quadrada, era o centro do universo e, ao seu fim, encontrava-se um abismo cheio de monstros terríveis. Foram muitas as descobertas e mudanças de pensamentos. Nada para para nada.
Nós, envolvidos nessa dinâmica, até pensamos que paramos, mas não... Continuamos, às vezes, às duras penas ou como se estivéssemos desembestados em uma ladeira.
O freio? Sempre há! Uma árvore para bater, uma queda, um buraco para se machucar... São muitas as causas que nos fazem brecar, mas nunca parar.
Quando me sinto com freios intermináveis, me imagino neste som:

A música não para!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Incêndio boate Kiss: cobertura cheia de "se"

Foto: Reprodução/ Reuters

Uma boate é incendiada e mata mais de 240 jovens. Um dos maiores desastres dos últimos tempos no Brasil.
A mídia, os jornalistas estão cercando o acontecimento 24h por dia, 7 dias na semana. Todo dia vemos notícias como: "Espuma usada na boate Kiss foi comprada em loja de colchões". Ok. O jornal tem que preencher páginas, a televisão tem que cumprir o tempo, mas o que isso muda em nossas vidas?
Realmente nada!
A cobertura jornalística da tragédia impõe vários "se", talvez seja para cobrir papel ou ter notícia.

- Se a porta da boate fosse mais larga, muitos não estariam mortos
- Se o segurança tivesse rádio de comunicação, muitos não estariam mortos
- Se o alvará tivesse sido renovado, muitos não estariam mortos (será)
- Se tivesse saída de emergência, muitos não estariam mortos
- Se a boate estivesse com o número adequado de frequentadores, muitos não estariam mortos
- Se o cantor da Gurizada Fadangueira não tivesse "enfeitado" o show com fogo, ninguém teria morrido (não sufocado ou queimado)
... e por aí vai!

Acontece que muitas vidas não foram poupadas por irem a um lugar que atire a primeira pedra quem nunca frequentou. O "se" se torna tão mesquinho em toda essa história, do tipo para manter o papo.
Famílias deram adeus nesse acontecimento.
Amanhã, "se" chegar o amanhã, os "se" continuarão sem proporem resolução, sem propor reflexão... Apenas penalizando mães, pais e irmãos que continuarão a repetir os "se"!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Respirando fundo


Deixar algo pra trás não é fácil. E ter uma data pra isso torna as horas bem sofríveis.
Sofrimento antecipado, noites má dormidas e dias pensativos.
É difícil largar o confortável e partir para o novo. A não ser que o já existe incomode. Caso contrário trocar de cenário não é fácil.
Há um ano, dormi mal, comi mal e enfrentei meus medos. Passei por uma porta que detecta metais, voei acima das nuvens e cheguei em uma terra que parecia a Avenida Paulista. Pessoas falavam diferente, vinho era mais barato que água e conversar no telefone era luxo.
Aproveitei o passeio, quis voltar, senti frio, me senti sozinha, fui estrangeira, conheci pessoas...
Muitas sensações que talvez nunca havia transitado. Mas a que mais marcou foi a sensação de não estar nem aqui e nem ali! Saber que em uma hora você estaria distante dali e que naquele momento estava aqui, com quem você ama. Estar feliz e triste. Com medo e realizada.
O que um minuto poderia resolver naquele abraço se daqui uma hora estaria distante por quatro meses?
É estranho, inenarrável este sentimento.
Respirei fundo, uma lágrima escorreu e embarquei há um ano para a Argentina!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sexta-feira 13?

Crédito: Reuters

Era uma sexta-feira, dia de por roupa bacana, pentear o cabelo e ir festejar. A Coreia do Norte convenceu o mundo inteiro sobre o que lançava no dia 13/04 não se tratava de um míssel, mas, sim, de um foguete, o Unha-3. Festa na praça central de Pyongyang e o lançamento frustrado do foguete. E essa menina aí, será que não se frustou?
Na minha visão ocidental, não. A festa já estava montada, sem a opinião dela (lógico). Essa menina aí perdeu uma parte, talvez a maior parte que ela teria no ano, de 24.000 toneladas de alimento que, a partir da ação da Coreia do Norte, os norte-americanos suspenderam a doação.
É tudo por troca e nada por doação. Percebeu? A menina aí, sem saber, "doou" seu pão por essa bela bexiga bacana e branca. Longe de mim, achar a atitude dos EUA digna - na verdade, não sei qual é a pior! Mas acabamos de presenciar, de forma implícita,  aquele joguinho que te tapam os ouvidos da gente e oferecem bagatelas em troca de desejos de consumo. 
E isso não é raro!

segunda-feira, 26 de março de 2012

4 meses passaram assim...


Quatro meses se  passaram lá e se passaram aqui! Muita coisa mudou e nada mudou... mas uma coisa é certa: histórias se cruzaram e, agora, continuam seguindo, mas sempre com um ponto de intersecção.
Pessoas de outras nacionalidades, outros estados, outros hábitos e culturas que formaram uma espécie de família. Um laço que todos fizeram, se orgulharam e, hoje, ainda nos enfeita!
É algo engraçado! Faz tanto tempo, já me acostumei com o conforto de antes e com os maravilhosos almoços de domingo que outrora eram tão penosos pela lembrança aflorada do que fora deixado. Mas ainda não me acostumei, principalmente, com as tardes de domingo...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gamefication

Esta semana, li um artigo interessantíssimo, fazia muito tempo que eu não apreciava uma linguagem do jeito que eu gosto em conjunto com um tema tão bom e que me satisfaz tanto. Pra quem não quer perder tempo, não demora mais que 3 minutos pra ler o post do Vitor Knijinik Game Fiquei Show, e vale muito a pena!

O que eu discorro agora nada mais é do que uma reflexão do post e, agravado, de algumas absurdas notícias dos variados concursos que existem no mundo e que ficou em giro na web estes dias. Só esta semana vi 3 tipos de concursos pouco comuns: Concurso do homem mais feio da Colombia, Concurso da bunda mais bonita do Chile (isso tem no Brasil também, é óbvio!) e Concurso da miss cadeirante na Hungria (este achei muito legal a iniciativa e a miss é muito bonita).

Me diz quem quer ser a pessoa mais feia do mundo? Quem ganha o concurso, ao invés de ficar com a autoestima baixa, fica com o status lá em cima. (??????)

É difícil entender, mas a verdade é que tudo se transformou em concorrência, o que leva a busca de pontos como no video game, mas não se trata de TOC (quando andamos dentro dos quadradinhos da calçada, as vezes nos sentimos como no Mario Bros), ok? 

Reconhecimento banalizado. Comparação desnecessária (olha na imagem abaixo, você consegue distinguir ou qualificar os atributos das bundas?). Concorrência medíocre e humilhante (quem aí quer ser a miss bunda ou o mister feio?)
Foto: AFP
Pelo visto, em uma boa parte deste mundão (ou bundão) se perdeu o puro prazer. O prazer de ter um bumbum bonito. O prazer de não ser vaidoso, mas mesmo assim não cair na exaltação da feiura. O prazer do tempo "desperdiçado". Agora, tudo vale ponto (e dinheiro)!

(Ao ler este post você já ganhou 10 pontos, Parabéns!)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Não emagreci em 2012



Não foi dessa vez que eu emagreci os 5 kg que eu queria, eles continuam mais vivo do que antes aqui. Na verdade criei mais amiguinhos quilos para os que já existiam. Não foi dessa vez que eu deixei de ter medo de alguns bichos e nem foi dessa vez que os meus inúmeros planos foram concretizados ou até mesmo começados!
Mas fim/início de ano é assim mesmo! Promessas que muitas vezes não fazemos e no fundo sabemos que não faremos!
2011 eu posso afirmar que foi um dos meus melhores anos, para não ser tão incisiva de dizer que foi o MELHOR! Não me lembro a cor da calcinha que eu passei na virada de 2010 para este ano que se vai, mas foi uma cor que me ofertou momentos, histórias, experiências, amor, saudades e pessoas inesquecíveis. Incorporei um vocabulário fofinho, a necessidade de estar com pessoas queridas e até mesmo uma outra língua. Poderia resumir 2011 como aprendizado, essencial na minha vida.
Na verdade, em suma, o que aconteceu em 2011 eu não pedi, não imaginava, mas foi muito melhor de que eu poderia querer.
Adoro desafios, mudanças e a cada ano parece que é uma boa maneira de eu me renovar, renovar meu espírito utópico também!!! Então que venha 2012, sem promessas e planos - somente de emagrecer 5kg xD... 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Estrangeiros: estranho ou externo?


Para mim era curioso saber como é ser um estrangeiro, até porque já tive contato com muitos e nunca havia sido uma. A etimologia de estrangeiro é pessoa com origem em outro país, para mim devia ser eXtranjero em todas as línguas (não só no espanhol), de EXTERNO, EXTERIOR, de longe daqui... hahaha.
E agora prestarei mais atenção a isso, até porque tomei total consciência do que é e como é ser um eXtranjero!


Ser eXtranjero é ser diferente. É ser um diferente diferente. Não é como um patinho feio excluído, mas também não é como a diferente em uma colmeia que é a rainha. É como se fôssemos - já que estamos usando comparações com a fauna - macaquinhos. Nos transformamos em um macaquinho! Até a vó da vizinha da tia quer te conhecer...
Sempre costumo dizer isso!


Quando alguém nos encontra pela primeira vez as perguntas são sempre as mesmas:
- Você é do Brasil? 
- Desde quando está aqui? E está gostando?
- Sente muitas saudades? 
- Já foi aos boliches? 
- O que mais gostou?


Um ponto interessante é que a nossa figura não é associada ao Pelé, senão à caipirinha! Exatamente, sempre acabam falando: no Brasil bebem muita caipirinha, né!?
Com os mais próximos, as descobertas do que significam as besteiras em português são divertidas. Nessas horas me sinto um macaquinho na jaula, como: fala isso, faz isso, como é isso... uma enxurrada de perguntas e "ordens".
O mais engraçado - porque é algo sem coerência - é quando as pessoas perguntam sobre a faculdade:
- Como estão indo nas provas? 
- É mais difícil aqui ou lá?
e depois de um longo papo, perguntam:
- Mas você entende tudo?


Hahahahahaha, engraçadíssimo!!!
Estes clichês de perguntas, o modo de nos tratar como macaquinhos e as curiosidades que são sempre as mesmas nós fazemos também. Mas agora prestarei mais atenção ao tratar os eXtranjeros: nem patinho, nem abelha e nem macaquinho... estrangeiro.

domingo, 30 de outubro de 2011

Diga-se de passagem...



Em pouco tempo de estadia na Argentina, percebemos facilmente o gosto dos hermanos pelos MASCOTAS, ou cachorros (diga-se de passagem que cachorro em castelhano é cachorro filhotinho, os adultos são perros). Em uma pesquisa feita por uma marca de produtos pets constatou que a cada 10 famílias argentinas, 8 têm um cachorro. É um amor! (diga-se de passagem) O ponto negativo é que há muito deles nas ruas.

O interessante é que os cachorros entre eles são muito sociáveis, não brigam e convivem sem coleiras em harmonia. Tenho muito o que contar desses perros, histórias engraçadíssimas, mas deixa para outra oportunidade. O que vou falar hoje, diga-se de passagem, é sobre UM específico.
Uma figura toda negra, marcada com algumas mesclas de marrom por causa da terra impregnada em seus pelos e mais de meio metro de longitude (se estivesse em equilíbrio com duas patas, creio que era da minha altura!). É UM figura e um acontecimento muito raro (não tão raro na Argentina, diga-se de passagem).
Eu o conheci durante uma caminhada vespertina que, ao parar na calçada para atravessar a Rua Buenos Aires, vi (ou previ) uma coisa negra sendo atropelada por um carro. Assim que dei um grito, o condutor reduziu a velocidade (diga-se de passagem que os motoristas do Paraná são muito barbeiros) e o cachorro saiu correndo em minha direção. Ufa! Talvez tenha salvado uma vida! Mas me arrependi um pouco, fiquei com medo daquela coisa correndo em minha direção com a língua para fora. O que eu faço?
Esperei ele chegar próximo a mim. Não me cheirou, nem nada - fiquei tranquila; e logo tive uma oportunidade de atravessar a rua, e ele atravessou comigo. Andei mais duas quadras e percebi que me seguia. Tinha certeza que quando chegasse ao parque onde costumo caminhar, ele se distrairia com os outros da mesma espécie e se esqueceria de mim.
Estava errada! Ele caminhou e correu comigo durante 50 minutos. Eu coordenava o ritmo da caminhada/corrida e mesmo assim me acompanhava! Às vezes, achava que ele tinha se distraído com algum arbusto, mas logo estava ao meu lado esquerdo (ele tem preferência por este lado - diga-se de passagem).  O mais engraçado - e foi quando eu mais me senti uma argentina, diga-se de passagem - é que as pessoas que caminhavam com os seus cães pequeninos, viam aquele monstro comigo e achavam que eu era a dona desnaturada que não segurava o meu cão e, assim, as donas pomposas suspendiam os seus cãezinhos para que aquele negrão não os machucassem (coitadas, que equívoco)!
Me diverti... até eu chegar na porta de casa! Eu tinha esperanças de que ele realmente se distraísse, gostaria que isso tivesse acontecido. Tentei distraí-lo, acariciei suas orelhas, conversei, agradeci pela companhia... mas ele foi irredutível, esperava eu abrir a porta!
Depois de muita conversa e nenhuma resolução, abri a porta e ele adentrou parcialmente. Não teve jeito - meu coração partiu - o afastei e tranquei o portão! Ele pôs sua cabeça entre as grades e latia enquanto eu, com um aperto inexplicável no peito, subia as escadas.
Continuava a latir mesmo não me vendo mais! Entrei na casa desnorteada, não sabia se pegava água e comida para ele, se voltava, se tapava meus ouvidos! Contei a Melisa o que acontecia e, enquanto isso, ele latia! 5 segundos depois do seu último latido, abrimos a janela e depois a porta para vê-lo, e havia sumido, evaporado! Fui até a rua e olhei para os dois lados procurar sombras dele, e nada...

Por 1h foi um grande companheiro! Talvez eu o reencontre! Senão, valeu a companhia...
Diga-se de passagem foi um grande camarada, infelizmente, diga-se de passagem!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

As luas de outubro...


Aqui, ouvi dizer de um periquito mexicano que as luas de outubro são as mais charmosas. Não sabia disso, porque não havia prestado atenção – (aliás, péssima canceriana!) – mas este mês observei o quão bonito é a formação do céu noturno em outubro. Pude observar um ciclo da lua que termina hoje com a lua nova.
Neste mês de lunas hermosas se passou bastantes eventos hermosos. Visita de papis e mamis hermosos. De novio hermoso. Almoços hermosos. Eventos culturais hermosos (issimos...). Até o gato ficou hermoso. E me dei conta como as pessoas são hermosas, em sua totalidade hermosa de mudança de atitudes e jeito.
Já se foram dias, meses, e as pessoas se mostram como frágeis e feitas de carne e osso. Se revelam em conversas e desabafos. Em silêncio e reclusão. Neste mês de outubro hermoso, me dei conta de como somos de fases. Queremos chocolate e não o queremos. Dizemos bom dia, mas não boa tarde – ou vice-versa. Este mês, a personalidade e os sentimentos afloraram e atuaram como silêncio ou como rompimento deste. É lindo!
Assim, como deslumbramos a lua cheia, saturada de beleza e luz; admiramos a reclusão dela quando se esconde, escurece o céu, mas que marca um novo começo de fase. É interessante em como as pessoas e as luas se comportam.
Hoje, depois de uma prova muito pouco hermosa, é o que tenho para dizer do que aprendi realmente nesta semana.

♪De las lunas,la de octubre es más hermosa,porque en ella se refleja la quietudde dos almasque han querido ser dichosasal arrullo de su plena juventud... ♪



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Oi? ¿Hoy?

'

HOY = hoje (em espanhol)


Quando alguém nos fala algo que não entendemos, seja pelo conteúdo pouco compreensivo ou pela intensidade de volume da voz, nós falamos: Quê? What? Cuma? Como (em espanhol)?... mas eu digo: "Oi?".
E foi por isso que um diálogo como os dos primórdios, onde a "palavra" UGA designava todas as coisas possíveis, está para ser contado, cuja protagonista (ou antagonista) soy yo!


Chego no hall do segundo piso da Faculdade de Comunicação (perdida, como sempre) e avisto uma mocinha sentada no chão próximo ao lixo. Nos aproximamos para sentarmos na escada  e eis que surge uma pergunta:
   - ¿Cuándo nananananananananana...? - mocinha
Uma interrogação apareceu, apontei meu dedo indicador em direção ao meu peito como perguntando se era comigo...
   - Oi? - eu
   - ¿Hoy?
Essa menina está querendo tirar sarro da minha cara!
   - Anh... oi?
   - ¿Es hoy?
   - No, no sei, pero no entiendo! 

E o diálogo primitivo se findou. Finalmente acabou o mal entendido, ou não, porque a menina ficou sem resposta e eu fiquei sem pergunta. É melhor ficar sem resposta ou sem a pergunta?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Companheiro ou compañero?

Horkheimer e Adorno

Companheiro: do latim, compartir o pão

O uso de companheiro e compañero é diferente no Brasil e na Argentina. Compañero na Argentina é o mesmo que o colega do português.
O companheiro brasileiro é mais do que um ser que divide um mesmo ambiente escolar ou de trabalho.
Ser companheiro ou compañero é compartir o pão. Mas além do pão (uma massa feita com farinha, água e sal que se tem origem nos povos da Mesopotâmia), o compaNHEIro divide tristezas e alegrias, pão ou jiló, está presente em qualquer momento mesmo longe em distâncias físicas! São raros, porque companheiros não se fazem em toda esquina, em toda classe e da noite para o dia.
Companheiro se mostra aos poucos, se torna essencial em nossas vidas e muito presentes, que mesmo longe queremos saber o que ele pensa ou o que pensaria se estivesse em nosso lugar.
Desde que cheguei aqui, percebi o quão sou acompanhada e a contínua conquista de compaNHEIros por esse mundão, que as vezes pode estar perto, mas são nas dificuldades e diferenças que o percebemos.
Nas últimas semanas, por exemplo, os meus compaNHEIros mais presentes "fisicamente" são Adorno e Horkheimer. O que será que eles pensam disso?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

... e aquele pastel!!

Há muitas peculiaridades culturais, econômicas, políticas, sociais, tecnológicas... enfim, são muitas as diferenças de um país e de outro, mesmo que eles sejam separados somente por uma convenção!
Pastel aqui na Argentina, e em outros países também, é o nosso bolo. Adoro pastéis brasileiros e argentinos. Mas os pastéis brasileiros fazem um tempo que eu não como e, nos últimos tempos, esta vontade aumentou. O que é similar a um pastel brasileiro (mas não é nada igual) é a torta frita.

É a saudade! E a saudade é a mesma daqui e do Brasil?
Dias atrás li um artigo científico chamado Para além da origem da palavra saudade que discute sobre a origem incerta da palavra Saudade. Algumas línguas, como o alemão, precisam de 3 palavras para se aproximar do que é a nossa saudade. E o autor afirma que se a saudade não é peculiar somente ao povo falante do português, como que o sentimento é universal? “Na verdade é a palavra saudade que nos conduz a uma consciência do sentimento e não o sentimento que de alguma forma se descobriu como saudade. A saudade só é possível, porque existe a categoria saudade para senti-la”.
Ou seja, sentimos saudades, porque sabemos o que isso significa. E o que isso significa? Lendo o artigo vi uma definição que, agora, sempre usarei. Conforme TOBIAS (1997) saudade é “o sentimento amargosamente gostoso de um amor ausente”.
Saudade nada mais é do que o reflexo de um sentimento bom. Só sentimos a tal da saudade se realmente sentimos falta daquilo que foi ou ainda é muito bom, mas que nos está longe!
É bom sentir saudade, ela nos faz enxergar detalhes que antes eram alheios: cheiro, cores, texturas, conversas... e o pastel da feira, que mesmo com o óleo velho e sem recheio nos emana uma saudade enorme!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Choques de um Brasil e Argentina



Véspera de um amistoso SuperClássico e nada amigável Brasil x Argentina e a discussão era: qual roupa usar? Fútil?
A preocupação real era se os argentinos seriam receptivos com as camisas verde e amarela em um mar celeste, já que as torcidas são misturadas.
Pensamos: somos brasileiros, mas estamos na Argentina, mas não posso virar a casaca, mas e o medo?
Por fim eu decidi ir neutra, Aline foi de Argentina e Murilo de corintiano. 
Primeiro choque: encontramos meia dúzia de brasileiros no mesmo coletivo que nos trasladava, sendo que 2 eram unespianos! Minha euforia começou a aumentar e a vontade de ver um gol brasileiro no país dos hermanos também.
Pisamos no estádio Mario Kempes e (segundo choque) em cada camelô havia dois exemplares de bandeiras brasileiras para um cento de argentinas. Comprei uma (... brasileira lógico), compraria mesmo se custasse 70 pesos. Entramos na área que correspondiam nossos bilhetes e (terceiro choque) argentinos à paisanos, argentinos que organizavam o evento, argentinos jornalistas, enfim, todos os tipos deles nos receberam, conversaram e tiraram fotos com a gente. A banda começou a tocar música brasileira e fomos convidados a pintar o rosto.
O medo voltou porque as cadeiras eram numeradas e cada um de nós estávamos em uma fileira diferente, mas isso logo passou... já explicarei o por quê.
Descemos as escadas da arquibancada e (quarto choque) já ouvimos "Ei brasileiros" e logo nos juntamos com um grupo de quatro, depois com mais dois, com mais três e, por fim, éramos um grupo de quase 15 brasileiros de diversas partes do Brasil. E a cadeira? Sentamos onde quisemos... e a força de 15 brasileiros que gritavam mais que milhares de argentinos?

O jogo começou xôxo e terminou xôxo. Mas a nossa torcida cantou, bateu palma e se perdeu na OLA!

O lance do Damião vi de pertinho e, realmente, foi demais! Coração disparou, preparei o grito de gol e até o choro! Mas sem chances!!!

E o R. Gaúcho cansei de gritar pra ele bater na direita, mas acho que ele entendeu que era na direita dele!! xD
Final de jogo! Demoramos uma meia hora para sairmos, não porque estava lotado, porque os argentinos queriam tirar fotos com nós! Eram muitos: de niños a abuelos. Fora do estádio, mais fotos, encontros com  outros brasileiros... nos sentimos em casa!
Digo que foi uma experiência única, uma experiência que eu gostaria de repartir com todos que eu amo, uma experiência inesquecível!