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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os sem objetivos


No seu íntimo você deve saber qual é o seu maior objetivo. Talvez, este ano você tenha conquistados vários! Mas sempre há um que nós perseguimos toda a vida e que nos faz seres humanos melhores...
Este post não é para fazer balanços comuns, típicos da época, do tipo: não consegui perder peso, não juntei certa quantidade de dinheiro, não fui promovido... e etc.
Este post é para repensar as ações humanas, de forma geral.
Acho que como todos, fiquei de boca aberta com a violência ocorrida durante o jogo Atlético Paranaense e Vasco, em Joinville. Foram cenas de pura selvageria, de falta de humanidade, eram bichos sem razão e sem objetivos.
O que aqueles homens têm de objetivo na vida? Na cena repassada dezenas de vezes na televisão fica difícil imaginar. Um cara forte batendo com uma barra de ferro na cabeça de um outro cara (porém franzino) já desacordado no chão.
Que objetivo é esse?
O problema é esse, as pessoas andam sem objetivo. Porque, afinal, um jogo de futebol ou a camisa de um time não pode ser motivo de uma guerra!
Quem tem o mais ínfimo objetivo não protagoniza cenas como essa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E depois do horizonte?

Eu adoro olhar para esta foto. Ela é curiosa, interessante e verdadeira. Acho que cai bem para ilustrar o assunto.


Você, talvez, já tenha ganhado um presente pequeno (de tamanho, mas não de valor) que foi embrulhado em uma caixa de fogão (exagerei!). A caixa gigante, provavelmente, continha inúmeras outras caixas, uma dentro da outra. Até que na décima, tem uma caixinha, onde encontra-se um pingente lindo. Nesse sentido, fomos do maior para o menor.
A nossa vida é ao contrário. Somos um joia dentro da caixinha que merecemos (algumas são velhas, outras furadas, outras apertadas e outras lindas de viver e encapadas com veludo). É nessa caixinha que passamos a maior parte da nossa vida e aprendemos. Aprendemos muito.
Por inúmeras circunstâncias, que vai do luxo extremo ao aperto que incomoda, destampamos a caixinha e descobrimos uma maior, cheia de espaços desconhecidos. Não ficamos mais presos e seguros como na caixinha pequena. Nós ficamos soltos e, inicialmente, balançamos/giramos conforme o ritmo que ela está sendo levada. Nos estabilizamos e, por algum tempo, acreditamos que aquilo é o mundo absoluto. Sonhamos com esse mundo melhor, fazemos planos em conhecer esse mundo e ter muito reconhecimento nesse mundo. Até que observamos, por um furo dessa caixa maior, que há algo além das quatro paredes e, então, decidimos forçar a tampa.
Ah! Ah uma outra caixa muito maior que a primeira e mais ampla que a segunda. E, aí, temos a mesma sensação inicial de insegurança e, posteriormente, de conhecimento.
Nossa história não termina aí. Estamos tão bem embrulhados, que é melhor desconfiar quando se flagrar pensando que domina alguma coisa.
Depois daquele horizonte, tem outro e outro e outro e outro...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Vida no interior: o detalhe depois do café!


Além de puxar o RRR, o interior tem coisas bastante peculiar. Em cidades pequenas, viver é tão simples! Não se tem trânsito  e acorda-se com os passarinhos, quando não com as galinhas do vizinho. Às vezes incomoda, mas é um privilégio. Dia de domingo é dia de se reunir na praça, ouvir a banda e comer cachorro quente. Diferentemente e penosamente dos grandes centros, nas cidades pequenas, as coisas e os lugares têm horário e data marcados. Restaurantes não abrem de segunda ou terça, peixe fresco só tem de sexta-feira, a vida noturna só acontece de sábado a noite e... Muitas outras coisas!
Mas, há coisas que só fazemos em casa do interior, como, por exemplo, abanar no quintal a toalha do café da manhã cheia de faíscas de pão. Não tem atitude mais banal e melhor! Não se faz isso em apartamentos e, muito menos, em cidade grande.
É diferente, revigorante. Pode parecer tolo, mas abane a toalha e espere alguns minutos... Um grupo de pássaros faz todo o serviço de varrer. Enquanto eles trabalham, dá pra ouvir uma cantoria com vários timbres. É um bom dia cheio de dignidade!
É assim que, nós de cidade pequena, percebemos se está frio ou quente. Se vai chover, pois, aí, os nossos amigos não aparecem. Se está ventando. Se estamos atrasados, porque depois de um tempo eles se acostumam com o horário. Se a toalha está suja... "Se" muitas coisas. É como a leitura do jornal: nos informamos sobre as condições do nosso espaço.
Em cidades pequenas, a vida é um privilégio. Não existe a palavra cosmopolita, só na TV e Internet. Não há um mosaico de gente. Há todos os tipos de gente. Mas, todos têm nome ou, às vezes, apelidos. Aqui, tudo o que fazemos é com detalhes sublimes, apesar de, muitas vezes, não serem percebidos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

A vida é bela até quem provar o contrário!

Foto: Reprodução Pinterest/Moa Zeitel

Poderia dizer que a vida é bela até que se prove o contrário (e ninguém consegue com bons argumentos)! Nascemos em condições tão semelhantes, incapazes de agir coerentemente, nus de tudo, inclusive desconhecemos o que é repudiante - sim, estranhamos sair da barriga da mãe - mas, mesmo assim, a vida nasce bela, sem carga negativa! Um belo dia, nos deparamos com obstáculos dolorosos como uma doença e aí...

Em um corredor gelado, onde se escoa o "toc toc" do sapato, gente passa noite em bancos aguardando resultados esperados e sorri quando alguém traslada por lá. A cara de sono, frio e fome se abre para dizer "Bom dia". Depois de longa caminhada, em uma curva íngreme, escuta-se cada vez mais forte um burburinho e se vê uma fila de pessoas das mais variadas idades, gêneros, tamanhos e classes sociais, mas que compartilham algo em comum: sabem que a vida é bela!
Por isso mesmo, lutam! São 6h00 da manhã em um hospital público, muitos passaram a noite ali e outros madrugaram para chegarem, e ninguém nega o "Bom dia". Ninguém é diferente do outro, exceto os cadeirantes que têm preferência em uma primeira etapa. Ali, todos têm câncer. O assunto de boas-vindas é "qual é o tipo e onde é o seu câncer?", aí, a colega responde orgulhosa "o meu já foi há 5 anos, agora é só consulta!". Algo tão natural e generoso. A passividade é rompida com o barulho de uma maca se aproximando do corredor e lá se vê um rosto angelical de um garoto de no máximo 7 anos. Imediatamente, se ouve burburinhos (no bom sentido)... Sim, podia ser seu filho, neto, irmão, sobrinho...
Cada um chega da forma que pode para a luta. Há soldados com semblantes sérios, alguns chegam atrasados, outros levam consigo um batalhão amigo pra dar força e ainda outros surgem com ares tão descompromissados, mas só ares, pois short, chinelo e regata são só as roupas de baixo da armadura para a batalha. A coragem é a grande armadura e aliada deles nessa história.
A convocação para o primeiro exame é feita por senhas e número. Escuta-se alto 01, 02, 03... Ninguém quer ficar de fora para a primeira luta do dia.
A saída do exame ou da quimioterapia gera um uníssono comentário: a temperatura, a chuva, o Sol... Já são quase 9h, mas os seus comentários são ouvidos pelos acompanhantes que esperam - que diga de passagem meditam, fazem crochê, arrumam o cabelo... - pois pra ele se passaram pouco tempo desde que entrou na salinha, porém pra quem acompanha, a eternidade é relativa!
É durante a espera que se aprende muito. Aprende-se truques para fazer a veia do braço dilatar, preparar refeição para um doente do esôfago e até acordar cedo sem preguiça. Não é magia e nem simpatia. Ali ninguém se entreolha de rabo de olho. Ali estão todos abertos e esperançosos, principalmente, para a cura.
Depois de infindáveis horas, a despedida é com um "Boa tarde". Deixa-se o imenso corredor com passadas largas e mais rápidas que outrora, não tem nada a ver com recuo: a batalha já foi vencida... Esse é o eterno entrave em busca da vitória.
... E, aí, a vida continua bela com todos os seus contornos, voltas e riscos.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cuide de suas costas



A coluna é a parte do corpo que nos sustenta. Ela nos permite fazer movimentos incríveis sem que nos desmanchemos, tipo, como o quadrinho abaixo (achei o máximo):
Fernando Gonsales - Folha de São Paulo 18/02/2013

Depois de certo tempo, se não cuidarmos bem dela, ela começa a se curvar, mas ainda nos faz ficar em pé, às vezes, precisamos de uma bengala! Quantos cadernos, livros, maquiagem, casacos as suas costas suportaram? É muito peso... e não é somente o peso físico!
As costas servem de escudos para “corajosos” que não conseguem se mostrar verdadeiros (é difícil!), são depósitos para a carga em excesso que geralmente não é nossa e também para sustentar todos os nossos ideais, princípios, objetivos e ser.
É impossível contabilizar esse peso, até porque é subjetivo, mas, sem dúvida, depois de um tempo, doloroso.
Portanto, caros, conserve o seu peso, não permita excesso de bagagem em sua vida, faça com que os seus desejos sejam leves e cultive pessoas corajosas ao seu redor.
Curvar a coluna só fará a nossa cabeça abaixar. A vida segue... Pra frente!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Don't stop the music


Em tempos remotos, a Terra era quadrada, era o centro do universo e, ao seu fim, encontrava-se um abismo cheio de monstros terríveis. Foram muitas as descobertas e mudanças de pensamentos. Nada para para nada.
Nós, envolvidos nessa dinâmica, até pensamos que paramos, mas não... Continuamos, às vezes, às duras penas ou como se estivéssemos desembestados em uma ladeira.
O freio? Sempre há! Uma árvore para bater, uma queda, um buraco para se machucar... São muitas as causas que nos fazem brecar, mas nunca parar.
Quando me sinto com freios intermináveis, me imagino neste som:

A música não para!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Offline!

Experimente!
Experimente ficar um dia sem internet. Até conseguimos, mas nos falta alguma coisa. Isso porque vai ter sempre alguém que perguntará:"você viu aquele vídeo que bombou no Face?", e você não viu!
Quaaannnto problema, só que não. Na verdade, hoje, na sociedade high tech-compromissada com causas sociais, é um problema.
Ficamos conectados o tempo todo com o outro, esquecemos de conversar com nós mesmos, de entender o que queremos e nos concentrar em conseguir.
A marca de chocolate Kit Kat promoveu uma campanha em Amsterdam "No Wi-Fi", cujo objetivo é fazer as pessoas se sentarem e conversarem online, ao vivo, a cores, real.
Mas, talvez, a campanha bem intencionada sofra com a maldição do 3G!


Imagem: Reprodução/ hypeness.com.br

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Estou in love!


Paquerar é uma fase ótima na vida!
Só de vislumbrar o relacionamento, o coração palpita, os olhos brilham e já imaginamos o casamento. Ok, eu sou muuuito romântica. Talvez!
Mas pensando bem, essa idealização e o sentimento de querer conhecer mais são o que nos movem a sair do nosso estado de conforto. O namoro também é bom. Passamos a conhecer melhor o "ar que respiramos", nos desiludimos, surpreendemos, decepcionamos ou aceitamos o casamento. Casamento, sim, é coisa muuuito séria (mas esse é outro assunto).
Estou numa fase assim, paquera total. 
Veja bem (e vou até grifar): tenho um namorado (Eduardo) lindo há mais de um ano e meio e estamos muito bem ;).
O que paquero são as oportunidades. Estou prestes a me formar e paquero o emprego mais almejado de toda a minha graduação... e tenho possibilidades. Ele está correspondendo as minhas piscadelas. Delírio? Talvez! Mas já me vejo casada com ele. Acho que estou apaixonada!
Penso nesse sentimento de querer conhecer e aprender com algo e isso me faz querer paquerar todos os aspectos da vida e todos os dias.
Já comprei blusa nova para vê-lo!xD