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| Crédito: Ronaldo Chavenco |
Adoro ir a algum lugar e me sentir em casa! Acho que todo mundo é assim. E odeio quando alguém vem a minha casa ou está em minha companhia e não se sente à vontade (nisso nem todo mundo é assim). É péssimo quando estamos no elevador com alguém, que até conhecemos, mas não nos sentimos nada bem.
Quando soube que ia no show do Buddy Guy fiquei um pouco assustada. Primeiro, porque como um artista ícone do blues transfere ao preço das suas apresentações a qualidade do seu trabalho. E segundo porque pensei que me sentiria em um elevador com uma pessoa que não tenho muito contato. Apesar de ouvi-lo - mais B.B. King - conhecia pouco ou quase nada das músicas dele.
Quando a cortina do Via Funchal se abriu às 22h10 do dia 12 de maio, a cadeira numerada me acomodou como o sofá da minha casa. Não sei se é a magia da música ou do blues man, mas me senti completamente em casa. Fiquei super à vontade e, agora, admiradora-mor da figura do Buddy Guy.
O rei da guitarra com 75 anos não me intimidou. Conversaria tranquilamente com ele no elevador.
Acho que fazer as pessoas se sentirem bem ao seu lado é um dom ou uma proeza a ser conquistada. Eu, sinceramente, busco isso. Mas tenho um adendo, não tenho interesse em fazer tietes por aí, quero conquistar apenas as pessoas que sigo ou me seguem e, se por ventura alguém se juntar a caravana, bem-vindo, assim como me senti no Buddy Guy.