Há muitas peculiaridades culturais, econômicas, políticas, sociais, tecnológicas... enfim, são muitas as diferenças de um país e de outro, mesmo que eles sejam separados somente por uma convenção!
Pastel aqui na Argentina, e em outros países também, é o nosso bolo. Adoro pastéis brasileiros e argentinos. Mas os pastéis brasileiros fazem um tempo que eu não como e, nos últimos tempos, esta vontade aumentou. O que é similar a um pastel brasileiro (mas não é nada igual) é a torta frita.
É a saudade! E a saudade é a mesma daqui e do Brasil?
Dias atrás li um artigo científico chamado Para além da origem da palavra saudade que discute sobre a origem incerta da palavra Saudade. Algumas línguas, como o alemão, precisam de 3 palavras para se aproximar do que é a nossa saudade. E o autor afirma que se a saudade não é peculiar somente ao povo falante do português, como que o sentimento é universal? “Na verdade é a palavra saudade que nos conduz a uma consciência do sentimento e não o sentimento que de alguma forma se descobriu como saudade. A saudade só é possível, porque existe a categoria saudade para senti-la”.
Ou seja, sentimos saudades, porque sabemos o que isso significa. E o que isso significa? Lendo o artigo vi uma definição que, agora, sempre usarei. Conforme TOBIAS (1997) saudade é “o sentimento amargosamente gostoso de um amor ausente”.
Saudade nada mais é do que o reflexo de um sentimento bom. Só sentimos a tal da saudade se realmente sentimos falta daquilo que foi ou ainda é muito bom, mas que nos está longe!
É bom sentir saudade, ela nos faz enxergar detalhes que antes eram alheios: cheiro, cores, texturas, conversas... e o pastel da feira, que mesmo com o óleo velho e sem recheio nos emana uma saudade enorme!!!


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