segunda-feira, 5 de setembro de 2011

♪Longe de casa há mais de uma semana ♪, ou melhor, um mês


O fósforo foi descoberto em 1669 e aprimorado como palito no século XIX. E quem inventou o palito de fósforo, o criou para ser guardado em uma pequenina caixinha?
E nós? Somos criados para ficar em uma pequenina caixinha, ou melhor, em uma casinha (entenda o diminutivo no sentido carinhoso), que designamos “nosso lar”. Nosso lar é uma caixinha dentro de várias que existem. E ainda assim, acreditamos na magnitude daquele mundo, da infinita finitude que cercam aqueles muros.
Ao ganharmos a chave de casa, em certo ponto, conquistamos uma liberdade: podemos entrar ou sair a hora que quisermos. O mundo nos espera para explorá-lo, temê-lo e destemê-lo.
Aquela famosa frase que os filhos crescem longe dos pais ou de casa se torna real em meu contexto. Principalmente, quando fiz um mês longe do meu criadouro de arquétipos. Arquétipos que outrora tão unos e, agora, tão diversificados ao meu olhar. Já me acostumei com o beijinho de cumprimento entre argentinO e argentinO, com a padaria que não tem pão e nem frios, com o doce de leite maravilhoso (isso não foi difícil), com o mate e com os gritos histéricos das chicas. Tem coisas que não nos acostumamos tão fácil, como comer pão e macarrão juntos, a falta do arroz diário e o cuspir das pessoas na rua (eca!).

 Enfim... Minha redoma de fósforo me serviu de muita moral, educação e costumes; mas não me impediu de conhecer outras, de respeitar e de me servir de outras. Basta sairmos um pouco da caixinha e ver o quão grande é o espaço e o quão minúsculos somos. O quão medrosos ou atirados somos. Ou quão dependentes somos. Tenho a chave da minha caixinha e, assim, também como diz aquele velho jargão: “o bom filho a casa retorna”.

3 comentários:

andressa disse...

Bru!!
você ta escrevendo textos cada vez melhor!!!
adorei esse, parabéns!!!!
Beijinhos

Unknown disse...

Dessa!
Obrigada lindinha!
Que bom que gostou! Entre sempre!!

beijos

Patrícia kelly disse...

Me serve esta tua conclusão para meditar sobre as diversas caixas que tenho entrado,pois embora aparentemente parecidas são diferentes pelos tipo de fósforos que lá dentro estão. Beijos