Foto: Reprodução/ Reuters
Uma boate é incendiada e mata mais de 240 jovens. Um dos maiores desastres dos últimos tempos no Brasil.
A mídia, os jornalistas estão cercando o acontecimento 24h por dia, 7 dias na semana. Todo dia vemos notícias como: "Espuma usada na boate Kiss foi comprada em loja de colchões". Ok. O jornal tem que preencher páginas, a televisão tem que cumprir o tempo, mas o que isso muda em nossas vidas?
Realmente nada!
A cobertura jornalística da tragédia impõe vários "se", talvez seja para cobrir papel ou ter notícia.
- Se a porta da boate fosse mais larga, muitos não estariam mortos
- Se o segurança tivesse rádio de comunicação, muitos não estariam mortos
- Se o alvará tivesse sido renovado, muitos não estariam mortos (será)
- Se tivesse saída de emergência, muitos não estariam mortos
- Se a boate estivesse com o número adequado de frequentadores, muitos não estariam mortos
- Se o cantor da Gurizada Fadangueira não tivesse "enfeitado" o show com fogo, ninguém teria morrido (não sufocado ou queimado)
... e por aí vai!
Acontece que muitas vidas não foram poupadas por irem a um lugar que atire a primeira pedra quem nunca frequentou. O "se" se torna tão mesquinho em toda essa história, do tipo para manter o papo.
Famílias deram adeus nesse acontecimento.
Amanhã, "se" chegar o amanhã, os "se" continuarão sem proporem resolução, sem propor reflexão... Apenas penalizando mães, pais e irmãos que continuarão a repetir os "se"!
