segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Respirando fundo
Deixar algo pra trás não é fácil. E ter uma data pra isso torna as horas bem sofríveis.
Sofrimento antecipado, noites má dormidas e dias pensativos.
É difícil largar o confortável e partir para o novo. A não ser que o já existe incomode. Caso contrário trocar de cenário não é fácil.
Há um ano, dormi mal, comi mal e enfrentei meus medos. Passei por uma porta que detecta metais, voei acima das nuvens e cheguei em uma terra que parecia a Avenida Paulista. Pessoas falavam diferente, vinho era mais barato que água e conversar no telefone era luxo.
Aproveitei o passeio, quis voltar, senti frio, me senti sozinha, fui estrangeira, conheci pessoas...
Muitas sensações que talvez nunca havia transitado. Mas a que mais marcou foi a sensação de não estar nem aqui e nem ali! Saber que em uma hora você estaria distante dali e que naquele momento estava aqui, com quem você ama. Estar feliz e triste. Com medo e realizada.
O que um minuto poderia resolver naquele abraço se daqui uma hora estaria distante por quatro meses?
É estranho, inenarrável este sentimento.
Respirei fundo, uma lágrima escorreu e embarquei há um ano para a Argentina!
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