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domingo, 14 de julho de 2013
Ver e enxergar!
Foi pelo canto... Escutei um passarinho piar incessantemente nas minhas costas.
Me virei e, pela vidraça, vi o bichinho em uma coreografia acrobática e em uma apresentação sonora digna de aplausos. (Era quarta-feira para toda aquela agitação).
Ele livre e eu engaiolada dentro de um escritório só observando aquele show.
E, assim, ele continuou por horas atiçando a minha curiosidade. Afinal o que aquele passarinho queria?
Abri a porta e o vi melhor. Sua barriguinha tinha um amarelo tão vivo que o dia ensolarado tornava-se triste perto da vivacidade daquele pequeno ser.
O mais interessante é que, mesmo me aproximando, ele não fugia. Não tinha nada que o fizesse arredar o pé dali.
Apesar do belo espetáculo, afazeres me esperavam e os segundos de contemplação face a face chegaram ao fim. Fechei a porta e, como de costume, arrumei o tapete de entrada com os pés e, foi aí, que enxerguei aquele passarinho.
Vi um montinho caído imóvel logo atrás daquela porta de vidro que tinha uma mancha amarela da mesma cor do bichinho cantor...
... Enxerguei aquele passarinho e ouvi com toda a atenção e pesar a sua melodia.
E, assim, cantando o epitáfio do seu companheiro, ele está até agora no mesmo lugar (quase uma semana depois) !
Talvez, pude compreender o verdadeiro significado do ditado: "nem tudo o que reluz é ouro"!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
A visão de um passarinho!
Essas fotos foram tiradas pelo neozelandês John Crawford há 25 anos e divulgadas esta semana. Fotos ousadas, tiradas de um helicóptero e mostra a nudez na perspectiva aérea. O fotógrafo diz gostar e ter vontade de penetrar no olhar dos pássaros.
Estranho?
Quem nunca quis ser um pássaro, quaisquer deles? Voar alto e ver uma infinita maquete. A impressão de que tudo é fácil surgir. De que tudo pode ser mudado com muita facilidade. Apesar de toda essa liberdade é limitada.
Esta semana, um deles entrou na minha casa por um vão de no máximo 10 cm do vitrô do banheiro. E aí, percebi que o teto não é o céu deles. A perspectiva de olhar do alto é muito mais a praia deles, do que me encarar no olho, proximamente!
Talvez sejam mundos diferentes, um outro olhar que a gente deveria pensar (eles não vão pensar isso.. acho)
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