quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fazer humor


Cresci com pessoas cômicas por natureza! Algumas delas nos contam desgraças que são a salvação do nosso dia, tamanha a comicidade. Viver o humor é relativamente fácil. Mas fazer humor é realmente difícil!
Aplaudo quem consegue. Na verdade o humor expõe o que todo mundo sabe e não quer mexer ou exagera nas situações emoções.
Particularmente, acho uma tarefa de gênio! E não tô falando da piadinha do "pontinho verde virado pra parede", essa me faz rir, mas quem me contou provavelmente não a inventou. É gênio porque permeia a linha entre o tosco e o cômico.
Uma vez ou outra, como forma de desafio, me aventuro nesse mundo do humor e nunca sei se está bom ou não. Não consigo ter parâmetro quanto a qualidade dos meus textos humorísticos. Faça um texto humorístico e tente dar risada dele mesmo, impossível!
Aqui nunca me aventurei, até por que não sinto muita necessidade. Sinceramente, este não é um blog de SEO e métricas, é uma válvula de escape e só tem uma regra: escrever o que eu tiver vontade (lógico que penso antes no assunto, é como se fosse uma conversa).
Saber que você é criticada faz parte do humor e, por isso, é difícil arriscar.
Até que ponto ser uma figura engraçada é bom?
Não sei, mas quantas vezes não somos surpreendidos por um HÁ(ou rá) único enquanto esperávamos outras reações? É questão de tato, feeling de ambas as partes (receptor e emissor).
HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ

terça-feira, 15 de maio de 2012

Buddy Guy, sinta-se à vontade em conhecê-lo

Crédito: Ronaldo Chavenco
Adoro ir a algum lugar e me sentir em casa! Acho que todo mundo é assim. E odeio quando alguém vem a minha casa ou está em minha companhia e não se sente à vontade (nisso nem todo mundo é assim). É péssimo quando estamos no elevador com alguém, que até conhecemos, mas não nos sentimos nada bem.
Quando soube que ia no show do Buddy Guy fiquei um pouco assustada. Primeiro, porque como um artista ícone do blues transfere ao preço das suas apresentações a qualidade do seu trabalho. E segundo porque pensei que me sentiria em um elevador com uma pessoa que não tenho muito contato. Apesar de ouvi-lo - mais B.B. King - conhecia pouco ou quase nada das músicas dele.
Quando a cortina do Via Funchal se abriu às 22h10 do dia 12 de maio, a cadeira numerada me acomodou como o sofá da minha casa. Não sei se é a magia da música ou do blues man, mas me senti completamente em casa. Fiquei super à vontade e, agora, admiradora-mor da figura do Buddy Guy.
O rei da guitarra com 75 anos não me intimidou. Conversaria tranquilamente com ele no elevador.
Acho que fazer as pessoas se sentirem bem ao seu lado é um dom ou uma proeza a ser conquistada. Eu, sinceramente, busco isso. Mas tenho um adendo, não tenho interesse em fazer tietes por aí, quero conquistar apenas as pessoas que sigo ou me seguem e, se por ventura alguém se juntar a caravana, bem-vindo, assim como me senti no Buddy Guy.