quinta-feira, 24 de maio de 2012

O complexo mundo de amar


É um tema recorrente para todas as idades e gêneros, mas é mais frequente nos pensamentos femininos. Parece que desde muito cedo já sabemos o que é isso - e, tá aí, uma das consequências do amadurecimento precoce das meninas.
 A raiz dessa complexidade não está na diferença entre amor e paixão, está no desentendimento de que amamos várias coisas, gentes, ideologias... ao mesmo tempo e que, sim, podem ser contrárias a algum dos nossos amores.
Nós não amamos só o namorado, amamos também o pai, a mãe, as irmãs, o cachorro, o carro, tudo, no momento presente. Então, para analisar esse complexo temos que usar o todo gestaltista e, assim, passamos a entender a visão de um amor particular.
As brigas entre pessoas que se amam têm como tema recorrente as diferenças. E nem são tão diferenças, é a necessidade de fazer a outra enxergar com os seus olhos, sem perceber o complexo de amor de cada um. É errado pensar que há caminhos iguais para uma mesma visão! Se eu estou inserida nessa teia de amor,  compartilho uma visão, uma filosofia de vida igual ao do meu parceiro. É desamor eu tomar um caminho paralelo ao dele? Quem está certo? Pra onde ir?
É o complexo mundo de amar.
Eu só sei que se a visão é a mesma, o olho no olho não irá faltar. E não importa o caminho que se tome, se tiverem uma visão semelhante, eles se cruzam. E no meu caso, o meu olhar diz muito sobre a minha visão.

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