terça-feira, 26 de junho de 2012
O que a Kelly Key me ensinou?
Sim, eu ouvi Kelly Key e já até fui ao show dela. Ninguém é perfeito, ainda mais se tratando da adolescência, fase complicada, desconexa... imatura!
Imatura é a palavra que cercava a gente... a gente feliz, sem medo de ser feliz a todo o momento.
Outro dia, tirei do fundo do bau uma imagem desta época: a volta da escola a pé com mais quatro amigos (dois meninos e mais a minha irmã e uma amiga). Eram vinte minutos cantando Kelly Key com a intenção de deixar os meninos muito bravos. Era alto, era vergonhoso (pela música e pela atitude), era sem propósito... mas era divertido (e como era).
Crescemos e isso já é impensável para alguém sóbrio ao meio dia de uma segunda-feira. Na época era rotina. Quem faz isso?
Seriedade reina hoje, a maturidade rege as leis do que fazer e do que não fazer. Sorrir, só quando for plausível. Gritar, só se for pra pedir socorro. Cantar Kelly Key, nunca, jamais, nem no chuveiro.
Pra quê crescer? Pra quê amadurecer?
Era tão bom. Se eu soubesse que amadurecer é ganhar freios, preferiria a preocupação de cantar corretamente a letra: "Geral tá de olho na loirinha e no negão, juntinhos de mãos dadas em frente ao calçadão, foi quando de repente chegou um cidadão e perguntou..."
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