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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Envelhecer


Atire o primeiro pirulito quem não queria voltar a ser criança!
Correr sem ter motivo, não ter compromissos Sérios, assistir a desenhos animados o dia inteiro e colorir figuras na sala de aula. A gente cresce e só pensa no amanhã com um singelo paradoxo: medo de envelhecer.
Parece-me que criança é sinônimo de vida, começo, alegria.
Lembro-me com 11 anos e brincando com a minha cachorra com meses de vida. Não tínhamos limites. Crescemos, ela nem tanto, e 11 anos depois nos vemos em situações diferentes de anos atrás. Descansamos juntas no sofá, nem eu e nem ela queremos sair correndo pela casa sem rumo e aos berros. Queremos conforto, carinho e água fresca (melhor ainda, se tiver um biscoitinho de polvilho). E isso também é alegria!
Envelhecemos, uma mais que a outra. Talvez, eu esteja no meio do livro e ela no final.
É ótimo começar a ler um livro, mas melhor ainda é terminá-lo (não há nada melhor que a última página) e poder contar a história que acabamos de nos surpreender. Terminar é o ponto de partida de começar.
A velhice são as últimas páginas de uma história, a satisfação em concluí-la é vida.

(Este post é dedicado a minha cachorrinha Iala que a vi com dias de vida, crescer e, agora, envelhecer. Obrigada!)