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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Os valores que, de alguma forma, aprendemos!


Talvez, hoje em dia, acreditar em Papai Noel aos 7 anos de idade seja absurdo. Mas em 1997, eu acreditava. Passava o ano pensando no presente ao qual iria ganhar no Dia das Crianças e no Natal.
Esse ano não foi diferente. Eu e minhas duas sempre fomos crianças tranquilas. Tranquilas mesmo. Do tipo que entrávamos em uma super loja de brinquedos e olhava apenas, não ficava na barra da saia da mãe chorando por qualquer chaveirinho que víssemos.
Bom, o Papai Noel sempre recompensava (brincadeira). Em 1996, passamos o Natal em uma praia em Florianópolis, sem a tradicional festa natalina que reúne a família toda, com parentes que vemos uma vez por ano, nessa data.
Mas foi muito bom! Aproveitei tanto que fiquei com os ombros ardendo.
Um mês antes da viagem, eu e minhas irmãs escrevemos as cartinhas para o Noel. E, para ser camarada com o bom velhinho, selecionei dois itens: Máquina de Fazer Tricô (não me pergunte porquê) e a Barbie Ula-Ula.
No dia 24 próximo a meia-noite, o hotel onde estávamos contratou um Noel que entregava os presentes às crianças. Eu olhava os primeiros da lista desembrulhando caaada brinquedão, que fiquei na esperança da Barbie Ula Ula. Até porque eu já tinha sondado os pacotes e tinha um que se encaixava perfeitamente na forma da boneca.
Ao ser chamada para pegar o presente, não era bem o pacote que eu estava esperando, entretanto a esperança foi a última que morreu. Desembrulhei e era uma boneca, porém maior que uma Barbie e com uma chupeta na boca.  A menina chamada logo depois foi quem ganhou "aquele" pacote, cujo recheio era, sim, a Barbie Ula Ula.
Bom, tinha certeza que havia ocorrido algum engano e estava disposta a reclamar pro Papai Noel, se a minha timidez permitisse. Porém, depois, percebi que aquela boneca (bonitinha, mas sem a graça da Ula Ula) era o meu presente, pois as minhas irmãs ganharam a mesma boneca.
Não falei nada, nem para a mamãe e nem para o papai. No outro dia, nossos sapatinhos amanheceram cheios de balas de chocolate, peguei minha bonecona e comecei a chacoalhar como um nenê de verdade. Papai Noel foi muito camarada!
Hoje, mamãe conta sobre essa frustração (dela).
Pra você, talvez, não seja nada. Mas com esse fato aprendi os reais valores de uma família e como a vida segue na real, sem contos de fada, só com presentes de Papai Noel!


(eu sei que está longinho do Natal, mas me lembrei dessa história quando me perguntaram o que mais me marcou dos meus 0 aos 7 anos? Talvez, minha voz estridente e minha vontade de andar de salto alto sejam bem mais marcantes (para quem me conhecia). Porém, acho que foi um dos episódios que supervalorizo, pois aprendi sozinha e sem dor)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Merecemos? Bendita consciência!


Acho que se tem algo que nos incomoda mais que "cinco elefantes", é fazermos um autojulgamento. É complicado. É a tal consciência. Conforme Maslow: "O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma". Ou seja, a consciência é a nossa essência e é feita de uma bagagem moral, ética e social fortíssima, além, é claro, de conhecimento puro e simples.
A consciência nos julga sem códigos penais, sem comparação ou jurisprudência. O que se torna uma carrasca. Mais algoz é quando, em algum momento da vida, nos perguntamos: "merecemos isso?". Seja lá o que for ou que está por vir que seja merecedor - seja sonhos materiais ou "sentimentais"-, o julgamento culmina em uma crise existencial.
Quantos "serás?" nos acometem. Será que não poderíamos ter feito melhor? Será que não é injusto com alguém? É complicado (mais uma vez), afinal por mais que queremos (e queremos muito!), a nossa consciência não nos compara de jeito nenhum, nem para o positivo e nem para o negativo. Pois, bem lá no fundo, sentimos se somos ou não merecedores.
Complicado (novamente) é quando, lá no fundo, achamos que não somos merecedores. O que fazemos? Não nos resta outra saída, senão trabalharmos.

"Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho", Thomas Jefferson
Ah, mas ganhar na Mega Sena todo mundo merece, não é mesmo?!