quinta-feira, 24 de maio de 2012

O complexo mundo de amar


É um tema recorrente para todas as idades e gêneros, mas é mais frequente nos pensamentos femininos. Parece que desde muito cedo já sabemos o que é isso - e, tá aí, uma das consequências do amadurecimento precoce das meninas.
 A raiz dessa complexidade não está na diferença entre amor e paixão, está no desentendimento de que amamos várias coisas, gentes, ideologias... ao mesmo tempo e que, sim, podem ser contrárias a algum dos nossos amores.
Nós não amamos só o namorado, amamos também o pai, a mãe, as irmãs, o cachorro, o carro, tudo, no momento presente. Então, para analisar esse complexo temos que usar o todo gestaltista e, assim, passamos a entender a visão de um amor particular.
As brigas entre pessoas que se amam têm como tema recorrente as diferenças. E nem são tão diferenças, é a necessidade de fazer a outra enxergar com os seus olhos, sem perceber o complexo de amor de cada um. É errado pensar que há caminhos iguais para uma mesma visão! Se eu estou inserida nessa teia de amor,  compartilho uma visão, uma filosofia de vida igual ao do meu parceiro. É desamor eu tomar um caminho paralelo ao dele? Quem está certo? Pra onde ir?
É o complexo mundo de amar.
Eu só sei que se a visão é a mesma, o olho no olho não irá faltar. E não importa o caminho que se tome, se tiverem uma visão semelhante, eles se cruzam. E no meu caso, o meu olhar diz muito sobre a minha visão.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Onde estamos seguros?

Com este título muitos imaginaram que se trata de um post sobre os perigos da internet, a invasão do computador de Carolina Dieckmann e, agora, do Facebook de Selena Gomez. Mas não, ainda não é o momento de falar sobre isso!
Sempre digo que a minha casa é o meu porto-seguro. Onde me refúgio das minhas incertezas, das certezas ditas pelos outros de forma violenta... enfim, por isso exijo respeito!


Terremoto da Bulgária deixa 100 feridos

Sabe aquele dia de cão que você teve? Pra onde você quer ir? Para o lugar mais seguro do mundo: a sua casa (e até faltamos da aula pra isso). Alguns posts atrás comentei sobre o meu conceito de lar e quando falamos/pensamos espontaneamente "vamos pra casa", esse lugar já é a sua verdadeira intimidade, mesmo que por um curto período de tempo. Ninguém chama a casa do outro de "casa", no máximo de "sua casa".
E na construção da foto acima? Podemos chamar de casa, como o conceito que eu usei? Pra nós que olhamos tão nitidamente os rachos e fendas, não achamos nada seguro. E para esse cara que senta embaixo de uma laje pronta a despencar? Não sabemos e nem nunca vamos saber, provavelmente!
O que podemos resumir é que se a nossa casa não é o lugar mais seguro do mundo, onde é este lugar? Sinceramente, não sei! Abra as janelas e decore-as com flores, lar é a segurança em uma visão abstrata e subjetiva e não em uma visão física, por assim dizer!