terça-feira, 31 de maio de 2011

#quandomertiolateardia

Quando mertiolate ardia? Na década de 1990...
Neste tempo Mertiolate ardia, shampoo johnson ardia e não existia iphone..
Todos os machucados saravam com o "coloca Merthiolate, dá uma assopradinha que passa!"


Meu MEDO não era cair, era passar Merthiolate.
Na época do Merthiolate dançávamos Spice Girls, montávamos castelos de Legos, levávamos aquele lanche gostoso na lancheira.


A geração Z aboliu as lancheiras de suas vidas.
Triste isso! Todos os dias tínhamos o carinho de nossas mães materializados naquele lanche  - no meu caso, minha mãe fazia: sanduíche, bolachinhas, frutas, suco e danone para completar. Além da surpresa diária em descobrir o que nossas provedoras preparam.
O tempo se esvaiu!! Não se tem mais tempo para preparar uma lancheira, uma marmitinha! Hoje há tecnologia, dinamicismo, mas não há Merthiolate...

Só posso dizer uma coisa: que saudade que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida (e vivida) que os anos não trazem mais.
#quandomertiolateardia

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Invidualidade ou egoísmo?


É uma pergunta que eu me fiz recentemente ao me relacionar com algumas pessoas que exalam a pena, o dó. Por incrível que pareça as relações de soberania de uma pessoa sob outra é regida pela demonstração do fascínio a pena. E é generalizado, quase uma epidemia.
O negócio é sentir pena. O discurso é enfadonho: comparar de diversas formas o sofrimento. O padecimento é o alvo. Nos apegamos a negatividade como se fosse um ente querido: precisamos falar dela o tempo todo.
Na verdade, imagino se tratar de uma arma, uma arma que desperta o dó. O incrível é que a História nos remete a uma situação contrária, a do heroísmo. Pois bem, hoje, para ser herói precisamos sofrer e despertar a pena!
Acredito que as pessoas, como um todo, se afastaram ou abnegaram os sentimentos próprios. Somos compostos pelo egoísmo. O sinônimo para isso é egocentrismo. Não nos colocamos mais no centro do universo, mas no centro da sociedade e para isso necessitamos exalar o dó.
O que nos falta? Nos posicionarmos em NOSSO centro, insuflar a individualidade.


Etimologicamente, indivíduo significa em grego atomom. No sentido físico e filosófico, indivíduo é algo indivisível, único, uma unidade que não pode ser dividida devido a sua solidez. O filósofo Boécio compara o indivíduo a um diamante...
Despertemos nossa individualidade. Pensemos em nós em primeiro lugar e depois o que nos cerca e nos faz bem. Estar bem é estar tranquilo com nós mesmos. Convicto daquilo que nós acreditamos. Se não o somos, não temos outro acessório que não a dispersão da pena.
Segundo um clichê ideológico, o sentido da vida é a busca da felicidade! Anota aí no seu caderninho, busque isso, porque qualquer acontecimento que se aflore temos apenas uma certeza: eu sou só eu! Acima de tudo, sou um diamante!