Troquei o rosto da Sabrina Sato (que tem um corpão) pelo rosto da Taylor Swift (muito fofa) e ainda vesti ela com uma roupa mais discreta da Colcci... Perfeita?
É difícil encontrar uma otimista que diz: “estou feliz com o
meu peso e a balança é a minha BFF”. Se existir, é bem provável que essa QUERIDA
seja linchada aonde quer que profira tal desumanidade!
Imagina você: mãos e pés impecáveis, depilação em ordem,
sobrancelha delineada, cabelo sedoso e escovado, perfume que ultrapassa
quarteirões, corpo malhado, roupa linda (e não é pouco), acessórios
milimetricamente combinados, dentes brancos, pele de pêssego, maquiagem
rejuvenescedora... E, talvez, tenha me esquecido de alguma coisa. Mas é isso
que você espera da mulher perfeita.
Ah! E ainda andar de salto alto, mostrar elegância e gracejo
(sempre me esqueço de alguma coisa).
Eu, definitivamente, não sei andar de salto alto (ou melhor,
muito alto). Adoro, os acho lindos, mas não pra mim. Me sinto mal em
caminhar com um peep toe altérrimo, mesmo treinando uma semana em casa antes de
estreá-lo para a sociedade. Não faz parte de mim, entende?
E, pra mim, foi ótimo assumir esse “defeito”, só compro salto
médio e de marcas que eu sei que meus pezinhos vão ficar mais relaxados... É um respeito. Assim,
minha segurança me cochicha que, se eu cair ou torcer o pé, do chão não passo
;).
Essa mulher perfeita pode até existir, mas aos meus olhos ou
aos seus olhos. Dificilmente, ela se achará realizada e completa com essa lista. E
realmente é só uma lista do que compõe
a mulher perfeita.
Taí, compor é um verbo bem propício! Se você procurar no
dicionário vai ver que um dos significados/sinônimos é inventar/criar uma obra
artística, algo perfeito! Algo, que nós, humanas de carne ossos e gorduras, não somos.
A nossa graça é ter o pé bonito e dar férias para a academia
(ou vice-versa), é estar sem maquiagem e supercheirosa... É assumir nossa
perfeição de não ser composta, de ser única e cheia de graça!

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