Reprodução: Flickr Briyen
Viajar de ônibus é sempre uma surpresa, ainda
mais quando se está sozinha. O meu desejo é viajar tranquila, sem ninguém ao
meu lado, muitas vezes consigo, mas já percorri longos caminhos (que não eram
tão extensos, mas que se tornaram) com frangos, gaiolas e etc. #tenso. Quando consigo
a proeza de ir só, me acomodo nos dois bancos vazios e solitários, inicio minha
reflexão que, às vezes, acaba em cochilo.
Porém, o silêncio não faz bem para alguns.
Esses falam ao telefone, levantam trinta vezes pra ir ao banheiro, ouvem músicas sem fones e puxam papo com quem está quieto. Um desses sentou na fileira de
bancos ao lado da minha poltrona dupla. Além das ações descritas, a criatura se
apresentou para mim como músico e ainda pediu prra ouvir o som que eu “apreciava”
pelo celular.
Aff! Ele quis ouvir o que eu estava
escutando... Ainda bem – ou não – que era Kid Abelha – poderia ser 1D ou The Wanted
=O. Achei a pessoa, no mínimo, intrusa e não sabia se continuava o papo ou enfiava
o fone no ouvido e pronto... Foi o que eu fiz.
Voltei ao meu mundo e pensei: Ele é chato, mas
também é um passageiro. Um passageiro que quer marcar passagem por onde anda.
Está explicado a barulheira, ele era percussionista.
Eu?!
Também uma passageira, silenciosa por sua vez... Tá explicado: tenho
fones auriculares e não
importa o ônibus que eu pegar.

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