terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

On the road: somos passageiros


Reprodução: Flickr Briyen

Viajar de ônibus é sempre uma surpresa, ainda mais quando se está sozinha. O meu desejo é viajar tranquila, sem ninguém ao meu lado, muitas vezes consigo, mas já percorri longos caminhos (que não eram tão extensos, mas que se tornaram) com frangos, gaiolas e etc. #tenso. Quando consigo a proeza de ir só, me acomodo nos dois bancos vazios e solitários, inicio minha reflexão que, às vezes, acaba em cochilo.
Porém, o silêncio não faz bem para alguns. Esses falam ao telefone, levantam trinta vezes pra ir ao banheiro, ouvem músicas sem fones e puxam papo com quem está quieto. Um desses sentou na fileira de bancos ao lado da minha poltrona dupla. Além das ações descritas, a criatura se apresentou para mim como músico e ainda pediu prra ouvir o som que eu “apreciava” pelo celular.
Aff! Ele quis ouvir o que eu estava escutando... Ainda bem – ou não – que era Kid Abelha – poderia ser 1D ou The Wanted =O. Achei a pessoa, no mínimo, intrusa e não sabia se continuava o papo ou enfiava o fone no ouvido e pronto... Foi o que eu fiz.
Voltei ao meu mundo e pensei: Ele é chato, mas também é um passageiro. Um passageiro que quer marcar passagem por onde anda. Está explicado a barulheira, ele era percussionista.
Eu?!  Também uma passageira, silenciosa por sua vez... Tá explicado: tenho fones auriculares e não importa o ônibus que eu pegar.

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