Em tempos de debates sobre mídias sociais (no meu caso, TCC também), acredito que em cada site de rede social que uma pessoa é ativa, ela procura relacionamentos diferentes e, assim se posiciona de forma diferente também. Por exemplo, se no Facebook a ideia é interagir sem preocupação, no LinkedIn tudo é voltado pra sua área profissional!
Eu tenho uma outra opinião além dessa: as pessoas na vida real são bem menos impressionantes do que na vida virtual. Tem um estudo científico que discorda da minha opinião, ou eu discordo da opinião dele, mas tudo bem!
Dei essa volta pra falar de "impressionar quem não conhecemos". O Facebook virou o cartão de visita de todos aqueles nascidos em meados dos Anos 80 pra frente. Antes de sermos amigos de alguém, somos amigos dele no Face.
Quando alguém diz "eu conheço você de algum lugar", pode apostar, ele andou vasculhando sua vida virtual. E por isso, fico pensando: será que a pessoa mais influente das redes sociais e tão legal na vida real?
Tenho quase toda certeza que não. A personalidade positiva pode até ser a mesma (como diz no artigo científico), mas esconde muito do que é isento na personalidade. E como diz o saudoso Raymond Williams, a identidade de alguém é formada por aquilo que ela tem e o que ela não tem!
Nesse contexto, faço várias perguntas: "o que adianta bombar na internet?", "conhecer e ser popular em todas as redes sociais do mundo?", "estar antenado em todas as novidades virtuais?" se a sua vida real está incompleta, inacabada... Quem é você no real? Onde você vive? Na Rua Floriano Peixoto ou no endereço www...?
Chega, né, gente! As redes sociais servem pra impressionar quem não conhecemos, porque aqueles que conhecemos, temos a certeza de que sãos feitos de carne e osso, choram gotas de água com sal e não um mimimi besta nos comentários do Face.
Diga seu endereço, que eu te direi quem és!
Impressão no seu sentido winkipediano significa: Marca obtida por pressão (coação)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
A felicidade virou uma obsessão
Lendo a revista Lola, ed. 19, passei por uma entrevista sensacional, a do psicanalista Francisco Daudt da Veiga. O tema é felicidade no mundo atual, o que gera muito assunto. A matéria escrita por Carol Vaisman, tem um título de citação do psicanalista que resume tudo: "A Felicidade virou obsessão". Durante a apresentação do profissional feita por Carol, há uma frase mais embaraçosa ainda: "vivemos uma época de busca frenética pelo prazer imediato, que está sendo confundido com felicidade". Apresentarei pra vocês, hoje, 1/3 da entrevista que eu li, selecionei algumas perguntas-respostas que me chamaram a atenção e as desenvolverei nos próximos capítulos (os grifados serão assuntos para os próximos posts):
O medo de sofrer virou uma epidemia?
O que existe é a obsessão pela felicidade, que dá um empurrão em uma das características da natureza humana: a húbris ( palavra de origem grega que significa o excesso, a intensidade, o exagero, a desmesura, a euforia), que sempre nos levou a rir, chorar, sofrer, a nos drogar como nenhuma outra espécie o faz. (...). É como se diz por aí: gastamos um dinheiro que não temos, consumindo coisas de que não precisamos, para impressionar pessoas que não conhecemos.
Os relacionamentos amorosos ainda são muito idealizados?
Sim, principalmente quando há paixão. A paixão é um estado de loucura transitória em que a pessoa não se relaciona com a outra, mas com a idealização que faz da outra. (...)
Mas excesso de companheirismo não pode minar a vida de um casal?
O companheirismo é uma benção na vida de um casal. O apoio mútuo, a cumplicidade, o achar graça um no outro, ter o que conversar são coisas que só enriquecem e fazem aumentar o amor. Talvez o que você chame de excesso de companheirismo seja a tendência de certos casais perderem suas individualidade e querer partilhar tudo o que vivem, "naquela base do só vou se você for", inclusive a senha do computador.
Como a ansiedade dos pais interfere na criação dos filhos?
A ânsia de ver os filhos felizes pode levar ao wagging the dog ("sacudir o cachorro pelo rabo": um cão sacode o rabo quando está alegre, mas o contrário não funciona se você sacudir o rabo do cachorro. (...) Se você quer seu filho saudável, contemple-o, aprenda a lê-lo, a compreender a pessoa que ele é, suas necessidades que devem ser acolhidas, e suas capacidades e ambições, que devem ser apoiadas.
O medo de sofrer virou uma epidemia?
O que existe é a obsessão pela felicidade, que dá um empurrão em uma das características da natureza humana: a húbris ( palavra de origem grega que significa o excesso, a intensidade, o exagero, a desmesura, a euforia), que sempre nos levou a rir, chorar, sofrer, a nos drogar como nenhuma outra espécie o faz. (...). É como se diz por aí: gastamos um dinheiro que não temos, consumindo coisas de que não precisamos, para impressionar pessoas que não conhecemos.
Os relacionamentos amorosos ainda são muito idealizados?
Sim, principalmente quando há paixão. A paixão é um estado de loucura transitória em que a pessoa não se relaciona com a outra, mas com a idealização que faz da outra. (...)
Mas excesso de companheirismo não pode minar a vida de um casal?
O companheirismo é uma benção na vida de um casal. O apoio mútuo, a cumplicidade, o achar graça um no outro, ter o que conversar são coisas que só enriquecem e fazem aumentar o amor. Talvez o que você chame de excesso de companheirismo seja a tendência de certos casais perderem suas individualidade e querer partilhar tudo o que vivem, "naquela base do só vou se você for", inclusive a senha do computador.
Como a ansiedade dos pais interfere na criação dos filhos?
A ânsia de ver os filhos felizes pode levar ao wagging the dog ("sacudir o cachorro pelo rabo": um cão sacode o rabo quando está alegre, mas o contrário não funciona se você sacudir o rabo do cachorro. (...) Se você quer seu filho saudável, contemple-o, aprenda a lê-lo, a compreender a pessoa que ele é, suas necessidades que devem ser acolhidas, e suas capacidades e ambições, que devem ser apoiadas.
Assinar:
Postagens (Atom)


