quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Quero voltar a ser...
Quantas vezes já me flagrei pensando se eu sou Eu mesma! Se eu reconheço a minha própria identidade...
Quando tinha uns 6 anos (ou menos), fui passear no Parque da Turma da Mônica. Amava aqueles personagens, mesmo quando não sabia ler. E quando soube, foram as primeiras páginas que eu li, mesmo não conseguindo ainda entender o que todas aquelas letras juntas do gibi queriam dizer. Então, era uma superfã! Quando me deparei com a casa da Mônica, não pensei duas vezes e entrei naquele lugar, sem ao menos reparar na corda que impedia a entrada. Juro que abri a geladeira da "Gorducha" e sentei na cama dela. Maior orgulho! Fiz o que queria (até ser alertada pela minha mãe). Mas por que tudo isso agora?
No último dia do ano, muita gente faz votos, traça metas e blá-blá-blá... Eu desejo, sinceramente, que todo mundo volte a ter um pouquinho da criança que já foi. Seja a alegria, a espontaneidade, a birra (por que não?) e, principalmente, o ser você mesma, sem pensar em agradar, ser educado-fino, elegante...
Um mundo mais puro com o objetivo único de ser feliz e viver intensamente. E conseguimos, sim. Afinal ainda tem um monte de página que leio, não entendo o que significa e ainda assim gosto!
Até 2015!
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Que mundo incrível!!!
Acordar de mau humor, talvez, seja um dos maiores estímulos para olharmos a vida com negatividade. O brilho do sol nos incomoda, a preguiça nos cega... Mas, basta assistirmos a este vídeo e entendemos o por quê fomos dormir tarde e acordamos cedo, o motivo disso aparentemente ser absurdo e o principal: a justificativa do hoje e do estar hoje! Não é só a bela e pura natureza que gira em perfeita harmonia, nós também!!!
Nós não nascemos prontos, nós não sabemos tudo e rodamos conforme à música... Espero que de acordo com What a Wonderful World. Então, aceite a sua vida e aprenda!
domingo, 9 de novembro de 2014
Revelando as coincidências!
Ressurgi das cinzas!
Há tempos estava ensaiando esta volta. Gostava dos tempos em que me dedicava a estas páginas. Mas, a vida muda, o tempo limita-se e é sempre a desculpa para deixarmos de fazer aquilo que gostamos.
Estou aqui, novamente, esquecendo o trabalho que está por fazer e entregar esta semana, a matéria que ainda preciso escrever, o post que tenho que adiantar...
Para marcar este retorno, ainda pensando muito em um tema (que eu adoro e desconfio xD): coincidências!
Quem nunca esteve em uma situação tão inusitada que, no geral, o desfecho é bom? Falo assim me referindo desde aquela tia querida que você descobre que cuidou da sua melhor amiga na infância, até aquele acidente em que por qualquer motivo você escapou ileso. Gosto deste tema!
Sempre ocorreram muitas "coincidências" (boas) na minha vida. Por isso me flagro constantemente pensando o motivo de tudo isso. Já tinha alguma opinião, mas foi esta semana que eu tomei uma posição de fato. Abaixo, vai uma historinha bem tontinha, mas que para mim fez sentido!
Como de costume, às 7:10 saio de casa e vou caminhando pelo mesmo trajeto para a academia. Na quarta-feira, andando em uma calçada com desníveis, dei um passo e vi que tinha um bichinho no mesmo lugar onde o meu pé aterrissaria, e em um impulso consegui dar um passo mais longo! Era uma borboletinha amarela (gracinha) e parece que ela até olhou na minha direção com desespero e alívio. Pra mim, foi aquela típica cena de pessoas entrevistadas dizendo que saíram de casa atrasadas e perderam o voo que caiu.
Coincidências? NÃO! Infelizmente, esmagaria a borboleta se eu não a visse. Foi minha escolha e escolha da borboleta o trajeto. Se eu não gostasse de borboleta (muita maldade, por sinal) poderia voltar e pisar nela... Eu tinha todo o domínio da "coincidência".
Dei esse exemplo bobinho porque, para mim, ficou mais fácil entender o meu "poder superior" em decidir a situação. Em todos os níveis, há poderes superiores... Acima de nós, humanos, também. E existe coincidências?!
Há tempos estava ensaiando esta volta. Gostava dos tempos em que me dedicava a estas páginas. Mas, a vida muda, o tempo limita-se e é sempre a desculpa para deixarmos de fazer aquilo que gostamos.
Estou aqui, novamente, esquecendo o trabalho que está por fazer e entregar esta semana, a matéria que ainda preciso escrever, o post que tenho que adiantar...
Para marcar este retorno, ainda pensando muito em um tema (que eu adoro e desconfio xD): coincidências!
Quem nunca esteve em uma situação tão inusitada que, no geral, o desfecho é bom? Falo assim me referindo desde aquela tia querida que você descobre que cuidou da sua melhor amiga na infância, até aquele acidente em que por qualquer motivo você escapou ileso. Gosto deste tema!
Sempre ocorreram muitas "coincidências" (boas) na minha vida. Por isso me flagro constantemente pensando o motivo de tudo isso. Já tinha alguma opinião, mas foi esta semana que eu tomei uma posição de fato. Abaixo, vai uma historinha bem tontinha, mas que para mim fez sentido!
Como de costume, às 7:10 saio de casa e vou caminhando pelo mesmo trajeto para a academia. Na quarta-feira, andando em uma calçada com desníveis, dei um passo e vi que tinha um bichinho no mesmo lugar onde o meu pé aterrissaria, e em um impulso consegui dar um passo mais longo! Era uma borboletinha amarela (gracinha) e parece que ela até olhou na minha direção com desespero e alívio. Pra mim, foi aquela típica cena de pessoas entrevistadas dizendo que saíram de casa atrasadas e perderam o voo que caiu.
Coincidências? NÃO! Infelizmente, esmagaria a borboleta se eu não a visse. Foi minha escolha e escolha da borboleta o trajeto. Se eu não gostasse de borboleta (muita maldade, por sinal) poderia voltar e pisar nela... Eu tinha todo o domínio da "coincidência".
Dei esse exemplo bobinho porque, para mim, ficou mais fácil entender o meu "poder superior" em decidir a situação. Em todos os níveis, há poderes superiores... Acima de nós, humanos, também. E existe coincidências?!
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Uma pauta pouco comentada
Fim de ano ligamos a TV e vemos sempre os mesmos assuntos e resoluções para os problemas, iguais há de 10 anos. Não muda. Como acabar com a ressaca? Cidade suja pós-festa. Primeiro bebê do ano...
Algo que pouco se fala e muito se vive e nos preocupa: a fuga de cães nessa época de ano.
O meu Revéillon foi totalmente inusitado. Passei dentro do carro rodando a cidade em busca de uma cachorra que fugiu e, por causa das bombas e rojões, foi parar quase que do outro lado da cidade.
Cerca das 2h30 da manhã, encontramos. Nós cansados (sem esperanças) e ela desesperada. Em uma data festiva, como o Ano Novo, como teríamos ajuda? Divulgação no Facebook é algo que não adianta nessa época...
É um bom assunto a ser explorado. Até porque durante a nossa busca, encontramos outros cachorros encoleirados andando sem rumo pelas ruas.
(Em outro post falarei sobre a forma inusitada de passar a virada do Ano) =)
domingo, 29 de dezembro de 2013
Quando o novo nasce?
Definir o novo não é algo tão simples. De forma superficial,
podemos dizer que o novo é inédito, mas não necessariamente diferente - há
tantos momentos, coisas, situações que parecem repetidas, mas são novas e inéditas.
Entretanto, o novo necessariamente surpreende. Nós sempre
temos algo a dizer do novo, não é? Quantas situações novas você já participou? Quantas
novas pessoas (e não pessoas novas) você conheceu?
E quando nasce o novo? Na verdade, para todas as perguntas,
a resposta é a mesma: a todo o momento. Mas, aquele novo de que estamos
acostumados a falar, nasce dos nossos olhares.
O novo para existir precisa de ação. Assim, observe: consideramos o novo quando atuamos como protagonistas das ações.
Não dá pra ficar acionando uma tecla de “protagonista” para
tudo, mas dá para transformar nosso olhar. Tudo pode ser novo e tudo pode
ser surpreendente. E, lógico, o novo não significa que é bom, mas significa, muitas
vezes, que é surpreendente.
Surpreenda-se , supere-se.
O ano novo está nascendo... Quando? Onde?
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Os sem objetivos
No seu íntimo você deve saber qual é o seu maior objetivo. Talvez, este ano você tenha conquistados vários! Mas sempre há um que nós perseguimos toda a vida e que nos faz seres humanos melhores...
Este post não é para fazer balanços comuns, típicos da época, do tipo: não consegui perder peso, não juntei certa quantidade de dinheiro, não fui promovido... e etc.
Este post é para repensar as ações humanas, de forma geral.
Acho que como todos, fiquei de boca aberta com a violência ocorrida durante o jogo Atlético Paranaense e Vasco, em Joinville. Foram cenas de pura selvageria, de falta de humanidade, eram bichos sem razão e sem objetivos.
O que aqueles homens têm de objetivo na vida? Na cena repassada dezenas de vezes na televisão fica difícil imaginar. Um cara forte batendo com uma barra de ferro na cabeça de um outro cara (porém franzino) já desacordado no chão.
Que objetivo é esse?
O problema é esse, as pessoas andam sem objetivo. Porque, afinal, um jogo de futebol ou a camisa de um time não pode ser motivo de uma guerra!
Quem tem o mais ínfimo objetivo não protagoniza cenas como essa.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A carta endereçada a Deus!
Descobri - talvez, um pouco atrasado - um caso muito fofo e que desperta a fé. Na verdade, quem nunca quis mandar uma carta para Deus? Dar uma bronca nele (ÔôÔô audácia!)? Ou até mesmo agradecê-lo?
Na verdade, no fundo, sabemos que conversamos com ele a todo o momento. Não conseguimos esconder nada dele. E isso não serve para reprimir ou ser moralista. Ele é fraternal. Porém, já imaginou receber uma carta dele?
Pois bem, em 2006, aconteceu na cidade de Crossville, no estado norte-americano do Tenesse, a morte de uma cadela de 14 anos. Ela se chamava Abbey e a sua dona, Meredith, tinha 4 anos.
Meredith ficou muito triste e pediu para a sua mãe escrever uma carta para Deus. A pequena ditou esta carta:
“Querido Deus,
O Senhor poderia tomar conta da minha cachorrinha? Ela morreu ontem e estáaí no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor a deixou conosco mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja o Senhor reconheça logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela.Meredith.”O envelope continha vários selos endereçados a "Deus no Céu", com o remetente da própria Meredith, a carta e duas fotos da cachorrinha junto com a menina.
Após alguns dias, Meredith perguntou à mãe se a carta havia chegado e a mãe disse que "achava que sim".
Mais alguns dias, e elas receberam um pacote que continha um livro chamado "Quando um animal de estimação morre", de Mr. Rogers, e lá estava a carta de Meredith com o bilhete cor de rosa de Deus, que dizia:
“Querida Meredith,
A Abbey chegou bem aqui no Céu. A foto, que você me enviou, ajudou muitoe eu a reconheci imediatamente. Abbey não está mais doente. O espírito dela estáaqui comigo, assim como está em seu coração. Ela adorou ter sido seu animal. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça à sua mãe por tê-la ajudado a escrever e enviá-la a mim. Que mãe maravilhosa você tem! Eu a escolhi especialmente para você. Eu envio minhas bênçãos todos os dias, e lembre-se que amo muito vocês. A propósito, sou muito fácil de encontrar. Estou em todos os lugares onde exista amor.Com amor, Deus”.Mais tarde, a mãe de Meredith descobriu que foi uma funcionária do Correio que remeteu a resposta.
Há esperanças!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Facebook não é pinico!
Antes dos adventos tecnológicos, a frase de origem era "meu ouvido não é pinico". Porém com a criação do Facebook, nada é filtrado e tudo é postado. É questão de falta de etiqueta social.
Talvez você seja um amante das mídias sociais, sabe tudo sobre os seus amigos via Facebook o/. Bom, vários teóricos já "previram" essa consequência da globalização: a individualidade em consumir conteúdo. Porém, o problema não está aí. O problema está em deglutir e arrotar esse consumo.
Talvez, pra você que me conhece bem, tudo o que eu falo está bem estranho. Contudo, diariamente presencio vomitadas via Facebook que andam me incomodando.
Quem nunca teve uma unha encravada? Uma briga? Uma desavença? Um inimigo? Um desamor? Todo mundo, meus caros.
As pessoas não são muito diferentes. Todo mundo está em busca de apenas uma coisa: a felicidade. Se não está bom pra você, ótimo, procure o seu caminho. Mas não precisa vomitar no Facebook.
As mídias sociais são formas de desenvolver a cidadania de um modo diferente. Porém, exerça a sua cidadania. Lute pela saúde, por mais empregos, por transporte gratuito... Tudo isso que, talvez, você, nunca soube do que se trata.
Ainda não há leis em redes sociais e no mundo virtual. Por isso mesmo, em um território sem regras, sem morais e etc, é onde e quando percebemos quem realmente são as pessoas.
Se o número de curtidas pra você representa a conquista do dia, abra o jornal e veja quantas pessoas estão em total dificuldade nas Filipinas. Curtiu?
Vomitar não é a melhor solução para os nossos problemas (talvez, seja só pra você!).
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O que ele tem na cabeça?
![]() |
| Reprodução Tumblr |
Uma indagação recorrente é: O que aquele/esse/este cidadão tem na cabeça?
Diante de um Rei do Camarote explicando, em formato de tutorial, como ser o "cara" da balada; e um ídolo teen pichando qualquer muro da selva chamada Brasil, a tal pergunta ressurgiu vitaminada!
Visualmente, um tem uma careca não superada e o outro um cabelo trabalhado na cera e secador. Bom, mas não é isso que se reflete aqui (apesar de muito dizer sobre eles). Na verdade, é até fácil justificar o que se passa na cabeça de pessoas como essas: dinheiro e fama (por que não poder?).
De outro lado, frequentemente nos deparamos com seres lunáticos (no sentido de visionários e excêntricos) que vagam pelo mundo com os pés descalços e falando/cantando sozinho.
O que esse cidadão tem na cabeça?
É possível que seja mesmo o efeito do uso de substâncias fortes. Igualmente àqueles (Justin Bieber e o Rei do Camarote), há um vazio. E apesar de o vazio ser a ausência, são vazios diferentes. Porém é difícil imaginar a fundo o que essas pessoas de pé no chão (próximas a nós, mendigando por aí) pensam ou almejam.
Vagar!
Enquanto alguns vagam, outros vagueiam de Ferrari e nós divagamos... O que essas e aquelas pessoas têm na cabeça?
E o que esta pessoa tem na cabeça?
domingo, 13 de outubro de 2013
Somos caros, preciosos e raros?
Joias são sempre belas e caras. E seu valor, frenquentemente, é aliado com o tamanho da pedra preciosa e com a sua raridade.
Desse modo, o famosos Diamante Koh-I-Noor está em vários rankings como o mais valioso do mundo. Essa pedra adorna uma coroa britânica, mas já pertenceu aos povos indianos e, além de ser um dos maiores diamantes do mundo,está envolto de História e mistérios.
É o valor de algo que determina o seu preço ou o seu preço que determina o seu valor? Até porque tenho uma pedrinha que eu mesma capturei e tem valor imensurável, porém não tem preço (talvez, de tão barato que seja).
Difícil. É fácil até entender o valor da Koh-I-Noor. Porém, se compreendemos de fato o seu valor, precificamos tudo e todos, inclusive nós.
Qual é o seu valor? Me pergunto ciclicamente.
Se eu fosse uma pedra, teria o tamanho médio de todas elas e minha história pouco teria de raridade (apenas quando sou instigada a contá-la de perspectivas micro-introspectiva).
Aposto que definir o quanto valemos é uma tarefa árdua. Porém, a todo momento quantificamos e comparamos valores de pessoas e momentos.
Temos valor. E ele é único. Não tem influência na bolsa de valores. Muitos cobiçam e outros nem reparam.
Subir na balança ou posar em exposições de pouco adiantam para ser valorizado ou se sentir valorizado.
Quem é você? E saberás quão raro és...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Sempre rodamos!
Fotografia de Daniel Pitta | Olhares.com
Depois de uma temporada sem aparecer por aqui, cá voltei!
E voltar é algo que constantemente fazemos. Porém, engana-se quem acredita que voltar é regredir!
Dificilmente partiremos do zero. Nascemos como um parafuso apertado e, aos poucos, por meio de experiência das mais variadas possíveis (experimentais, acadêmicas, pragmáticas e outras), começamos a "desrosquear". E desatarrachar, por incrível que pareça, não é regredir, mas, sim, se libertar. E talvez esse seja o nosso maior objetivo.
A cada volta concluída, ganhamos mais espaço. E para efetuar uma volta, voltamos ao ponto de partida, porém subimos um pouco mais. Por isso, estamos sempre voltando e rodando... O mundo dá voltas, e nós apenas seguimos o seu movimento. Mantendo nossa essência.
E quando "desparafuzar-nos" por completo? Sairemos da casinha... E não me pergunte se daremos voltas, ou se criaremos pernas, asas e afins.
Voltei e rodarei quantas vezes for preciso!
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Somos animais do mesmo reino
Sou mesmo uma manteiga derretida. Confesso que chorei!
As notícias nos chocam e nos deixa em dúvida. Na verdade, a vida se confunde.
Viramos animais ou os animais viraram humanos? Sinto em dizer, mas acho que o mais coerente (se é que é possível dizer isso) é a primeira afirmação. Tornamos animais.
Todos os dias ouvimos ou presenciamos histórias de cair o queixo. Do tipo: Após matar 2 filhas, mulher tenta se suicidar. Nos horrorizamos.
Hoje, logo pela manhã, "choquRei" com a seguinte notícia: "Elefante pisoteado pela mãe ao nascer chora por cinco horas". Olha o olhinho de lágrima:
As mães atentam contra a própria vida da cria. No mundo animal, isso é mais do que normal. Geralmente, esse papel é do pai, que tem ciúme dos filhotinhos.
Um animal (e dos grandes) chora e por cinco horas.
As histórias se parecem. Estão no mesmo reino animal. Mas em selvas diferentes, será?
As notícias nos chocam e nos deixa em dúvida. Na verdade, a vida se confunde.
Viramos animais ou os animais viraram humanos? Sinto em dizer, mas acho que o mais coerente (se é que é possível dizer isso) é a primeira afirmação. Tornamos animais.
Todos os dias ouvimos ou presenciamos histórias de cair o queixo. Do tipo: Após matar 2 filhas, mulher tenta se suicidar. Nos horrorizamos.
Hoje, logo pela manhã, "cho
Foto: Reuters
As mães atentam contra a própria vida da cria. No mundo animal, isso é mais do que normal. Geralmente, esse papel é do pai, que tem ciúme dos filhotinhos.
Um animal (e dos grandes) chora e por cinco horas.
As histórias se parecem. Estão no mesmo reino animal. Mas em selvas diferentes, será?
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
A menininha e a menininha
Foto: Reprodução Pinterest
Criança é sempre uma exclamação. Sempre surpreendentes!
Talvez, o meu maior hobbie é observar essas pequenas criaturas.
Em uma dessas contemplações, o cenário era menininha de 4 anos e menininha de 4 meses.
Uma já corria e pedia incessantemente a uma bando de garotos: "vamos brincar, gente?!" e a outra já conseguia se virar bem engatinhando em busca de um copo plástico que era movido de um lado para o outro.
Acho que não preciso nem dizer que a menininha de 4 anos era quem movimentava o objeto? Ela era audaciosa e brincava de "igual para igual" com a outra de 4 meses, não tinha favorecimento e nem ajuda. Assim que o bebê chegava ao copo, a maiorzinha pegava e o colocava na direção oposta, a léguas de distância.
Entretanto, o incômodo era só meu. As menininhas estavam se divertindo, em uma brincadeira que mais parecida de dono e cão, mas enfim...
Em nenhum momento a menina de 4 meses chorou, mesmo quando foi buscar o copo a metros da onde o seu pai estava. Já a de 4 anos, começou a falar em som alto, quase chorando: "Pai, cadê a minha mãe?".
Desistiu de brincar e deixou a menininha de 4 meses no meio de um salão frio.
Depois de tamanha teimosia, o pai aceitou levá-la até a mãe e a pegou no colo, enquanto a de 4 meses retornava engatinhando ao respectivo pai.
São tão espontâneas. Acabou a brincadeira e só, uma quer o colo do pai e a outra tentar andar sem as mãos do pai.
O mais interessante foi a pergunta da de 4 anos para o pai: "E a menininha? Onde está?"
Que menininha? Uma menininha falando de outra menininha...
Pra mim, deveriam ser sempre pequenas, menininhas.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Mais amor, por favor!
Sempre conto essa história, mas vou difundi-la um pouco mais... =)
Você já deve ter se deparado com pessoas que fazem questão de mostrar os seus problemas e, geralmente, é tratando os outros com raiva e amargura.
E, sem dúvida, você já ouviu falar que o segredo de uma comida boa é o amor...
Depois dessa introdução, vamos para história!
Almoçar em estrada, nem sempre é uma boa ideia. Outro dia, voltando de São Paulo, decidimos almoçar em um "posto-restaurante" famoso (já foi mais, na verdade). Tenho péssimas experiência com comida de estrada e por isso decidi pelo sanduba, daqueles que você monta do jeito que quer.
Estamos na fila para fazer o pedido, eis que a atendente era novata, assim não sabia nada sobre nada do que tinha ali.
Queríamos o frango teriyaki e, aí, começou o problema. A fulana perguntou para a subsubsub-gerente se havia mais do ingrediente lá dentro. Bom, até tentei reproduzir a resposta da subsubsub-gerente, mas não consegui. A questão é que a moça levantou a voz pra novata. Constrangeu.
Eis que peço para esquentar o lanche... E vem a subsubsub de novo e fala um monte para a novata e bate no balcão.
Apesar disso, surgiram mais duas novas clientes na fila e eu fiquei esperando a minha vez de pagar.
Pensa em uma moça toda tatuada e com piercings. No primeiro momento, achei que a situação nervosa-constrangedora ali poderia piorar. Mas, foi a primeira impressão, lógico. Nunca vi uma pessoa tão coerente na minha vida!
A subsubsub perguntou para a cliente tatuada com seu jeito bem meigo (sqn):
- Algo mais?
- Mais amor, por favor - respondeu!
Espero não passar mais por momentos como esse. Mas, se passar, quero coragem para dizer exatamente isso!
Você já deve ter se deparado com pessoas que fazem questão de mostrar os seus problemas e, geralmente, é tratando os outros com raiva e amargura.
E, sem dúvida, você já ouviu falar que o segredo de uma comida boa é o amor...
Depois dessa introdução, vamos para história!
Almoçar em estrada, nem sempre é uma boa ideia. Outro dia, voltando de São Paulo, decidimos almoçar em um "posto-restaurante" famoso (já foi mais, na verdade). Tenho péssimas experiência com comida de estrada e por isso decidi pelo sanduba, daqueles que você monta do jeito que quer.
Estamos na fila para fazer o pedido, eis que a atendente era novata, assim não sabia nada sobre nada do que tinha ali.
Queríamos o frango teriyaki e, aí, começou o problema. A fulana perguntou para a subsubsub-gerente se havia mais do ingrediente lá dentro. Bom, até tentei reproduzir a resposta da subsubsub-gerente, mas não consegui. A questão é que a moça levantou a voz pra novata. Constrangeu.
Eis que peço para esquentar o lanche... E vem a subsubsub de novo e fala um monte para a novata e bate no balcão.
Apesar disso, surgiram mais duas novas clientes na fila e eu fiquei esperando a minha vez de pagar.
Pensa em uma moça toda tatuada e com piercings. No primeiro momento, achei que a situação nervosa-constrangedora ali poderia piorar. Mas, foi a primeira impressão, lógico. Nunca vi uma pessoa tão coerente na minha vida!
A subsubsub perguntou para a cliente tatuada com seu jeito bem meigo (sqn):
- Algo mais?
- Mais amor, por favor - respondeu!
Espero não passar mais por momentos como esse. Mas, se passar, quero coragem para dizer exatamente isso!
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
De quem são essas histórias?
Diante de acontecimentos estranhos e espantosos, impossíveis e julgados, me fez reacender a discussão de que não há uma história. Há várias histórias para um mesmo acontecimento.
O mais sufocante (talvez) é que não são os próprios envolvidos a decidir o final da história, até porque no caso do Menino de 13 Anos e da Isabela, ambos estão distantes daqui e sentados em poltronas diferentes diante do julgamento de suas respectivas histórias.
De quem é a verdade?
Quem é dono dela?
Talvez, os peritos que interpretam provas científicas que não têm 100% de certeza. Ou, ainda, um delegado que nunca conviveu ou sequer transitou os olhos a um ser, que hoje é condenado.
Justo ou injusto...
Não tenho a mínima intenção de persuadir ninguém.
Em nosso dia a dia as coisas acontecem de forma semelhante. Na verdade, apenas reivindicamos contar a "nossa história" quando somos prejudicados... Prejudicados? Em qual história? (Está vendo?).
É sempre a nossa história. Não é possível desvincular tal posse!
É isso que me preocupa... Ao menos, se o Menino de 13 Anos e a Isabela pudessem contar as suas histórias...
O mais sufocante (talvez) é que não são os próprios envolvidos a decidir o final da história, até porque no caso do Menino de 13 Anos e da Isabela, ambos estão distantes daqui e sentados em poltronas diferentes diante do julgamento de suas respectivas histórias.
De quem é a verdade?
Quem é dono dela?
Talvez, os peritos que interpretam provas científicas que não têm 100% de certeza. Ou, ainda, um delegado que nunca conviveu ou sequer transitou os olhos a um ser, que hoje é condenado.
Justo ou injusto...
Não tenho a mínima intenção de persuadir ninguém.
Em nosso dia a dia as coisas acontecem de forma semelhante. Na verdade, apenas reivindicamos contar a "nossa história" quando somos prejudicados... Prejudicados? Em qual história? (Está vendo?).
É sempre a nossa história. Não é possível desvincular tal posse!
É isso que me preocupa... Ao menos, se o Menino de 13 Anos e a Isabela pudessem contar as suas histórias...
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Perde-se o chão, cria-se asa!
Quem nunca ouviu a célebre frase: "antes de casar
sara"? Quando pequeninha, vivia caindo e com os joelhos cheios de
machucados. Hoje, ainda não casada, os ralados sararam, ficaram apenas algumas
cicatrizes, que me fazem lembrar dos tombos mais feios.
Mas existem machucados que não saram, nem antes e nem depois
de nos casarmos e, quando formam cicatrizes, são marcas bem visíveis e grandes.
São situações e experiências amargas. Tombos que nos fazem perder o chão. Geralmente, são dores causadas por algo certo na vida, inerente ao homem, à vida. É tão certo e tão surpreendente. Não temos segunda chance. Por isso, talvez, seja a prova prática de tudo aquilo que nós já aprendemos com os outros tombos.
São situações e experiências amargas. Tombos que nos fazem perder o chão. Geralmente, são dores causadas por algo certo na vida, inerente ao homem, à vida. É tão certo e tão surpreendente. Não temos segunda chance. Por isso, talvez, seja a prova prática de tudo aquilo que nós já aprendemos com os outros tombos.
Não se tem chão. "Tudo vai passar". "Sinto
muito". "Força"... São placebos.
A verdade é que perde o chão. Perde-se o apoio. Mas, para
quem vive essa dor que não sara (nem antes e nem depois de se casar), a vida te
ensinará a voar. Sempre aprendemos.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Os valores que, de alguma forma, aprendemos!
Talvez, hoje em dia, acreditar em Papai Noel aos 7 anos de
idade seja absurdo. Mas em 1997, eu acreditava. Passava o ano pensando no
presente ao qual iria ganhar no Dia das Crianças e no Natal.
Esse ano não foi diferente. Eu e minhas duas sempre fomos
crianças tranquilas. Tranquilas mesmo. Do tipo que entrávamos em uma super loja
de brinquedos e olhava apenas, não ficava na barra da saia da mãe chorando por
qualquer chaveirinho que víssemos.
Bom, o Papai Noel sempre recompensava (brincadeira). Em
1996, passamos o Natal em uma praia em Florianópolis, sem a tradicional festa
natalina que reúne a família toda, com parentes que vemos uma vez por ano,
nessa data.
Mas foi muito bom! Aproveitei tanto que fiquei com os ombros
ardendo.
Um mês antes da viagem, eu e minhas irmãs escrevemos as
cartinhas para o Noel. E, para ser camarada com o bom velhinho, selecionei dois
itens: Máquina de Fazer Tricô (não me pergunte porquê) e a Barbie Ula-Ula.
No dia 24 próximo a meia-noite, o hotel onde estávamos
contratou um Noel que entregava os presentes às crianças. Eu olhava os
primeiros da lista desembrulhando caaada brinquedão, que fiquei na esperança da
Barbie Ula Ula. Até porque eu já tinha sondado os pacotes e tinha um que se
encaixava perfeitamente na forma da boneca.
Ao ser chamada para pegar o presente, não era bem o pacote
que eu estava esperando, entretanto a esperança foi a última que morreu.
Desembrulhei e era uma boneca, porém maior que uma Barbie e com uma chupeta na
boca. A menina chamada logo depois foi
quem ganhou "aquele" pacote, cujo recheio era, sim, a Barbie Ula Ula.
Bom, tinha certeza que havia ocorrido algum engano e estava
disposta a reclamar pro Papai Noel, se a minha timidez permitisse. Porém,
depois, percebi que aquela boneca (bonitinha, mas sem a graça da Ula Ula) era o
meu presente, pois as minhas irmãs ganharam a mesma boneca.
Não falei nada, nem para a mamãe e nem para o papai. No
outro dia, nossos sapatinhos amanheceram cheios de balas de chocolate, peguei
minha bonecona e comecei a chacoalhar como um nenê de verdade. Papai Noel foi
muito camarada!
Hoje, mamãe conta sobre essa frustração (dela).
Pra você, talvez, não seja nada. Mas com esse fato aprendi
os reais valores de uma família e como a vida segue na real, sem contos de fada,
só com presentes de Papai Noel!
(eu sei que está longinho do Natal, mas me lembrei dessa história
quando me perguntaram o que mais me marcou dos meus 0 aos 7 anos? Talvez, minha
voz estridente e minha vontade de andar de salto alto sejam bem mais marcantes
(para quem me conhecia). Porém, acho que foi um dos episódios que
supervalorizo, pois aprendi sozinha e sem dor)
domingo, 14 de julho de 2013
Ver e enxergar!
Foi pelo canto... Escutei um passarinho piar incessantemente nas minhas costas.
Me virei e, pela vidraça, vi o bichinho em uma coreografia acrobática e em uma apresentação sonora digna de aplausos. (Era quarta-feira para toda aquela agitação).
Ele livre e eu engaiolada dentro de um escritório só observando aquele show.
E, assim, ele continuou por horas atiçando a minha curiosidade. Afinal o que aquele passarinho queria?
Abri a porta e o vi melhor. Sua barriguinha tinha um amarelo tão vivo que o dia ensolarado tornava-se triste perto da vivacidade daquele pequeno ser.
O mais interessante é que, mesmo me aproximando, ele não fugia. Não tinha nada que o fizesse arredar o pé dali.
Apesar do belo espetáculo, afazeres me esperavam e os segundos de contemplação face a face chegaram ao fim. Fechei a porta e, como de costume, arrumei o tapete de entrada com os pés e, foi aí, que enxerguei aquele passarinho.
Vi um montinho caído imóvel logo atrás daquela porta de vidro que tinha uma mancha amarela da mesma cor do bichinho cantor...
... Enxerguei aquele passarinho e ouvi com toda a atenção e pesar a sua melodia.
E, assim, cantando o epitáfio do seu companheiro, ele está até agora no mesmo lugar (quase uma semana depois) !
Talvez, pude compreender o verdadeiro significado do ditado: "nem tudo o que reluz é ouro"!
terça-feira, 9 de julho de 2013
O olhar do cotidiano de Alain Laboile
Conhece o fotógrafo e artista francês Alain Laboile? Ele gosta de retratar fatos do cotidiano e neste ensaio registra cotidianamente os seus filhos e a natureza.
Olhando este ensaio, fiquei encabulada: por que as crianças são tão fotogênicas? Logo me veio a ideia de que elas são espontâneas. Realmente, são! Mas, apesar de serem usados como sinônimos, o adjetivo exato é natural. Talvez, pelo pouco tempo de vida, elas são originais e, assim, puras e simplesmente naturais.
Preste atenção nos detalhes. ;)
Olhando este ensaio, fiquei encabulada: por que as crianças são tão fotogênicas? Logo me veio a ideia de que elas são espontâneas. Realmente, são! Mas, apesar de serem usados como sinônimos, o adjetivo exato é natural. Talvez, pelo pouco tempo de vida, elas são originais e, assim, puras e simplesmente naturais.
Preste atenção nos detalhes. ;)
quinta-feira, 4 de julho de 2013
UNF? Espalhando tensões!
Se tem uma coisa que eu detesto neste mundo é ouvir a expiração forte de outra pessoa!
E não estou falando de ronco ou respiração funda na hora em que está dormindo. Estou falando de respiração funda para espalhar tensões. E isso não faz bem, nem para quem respira e nem para quem está ao lado. Meditar sim, faz bem. Porque quando inspiramos e expiramos devagar, o som não é ouvido... Bom, você já vai entender...
Hoje, sentada na fila do banco, esperando minha senha piscar no monitor, escutei vários "UNFs"ao meu lado que me deixaram tão tensa e estressada. Queria que aquela persona non grata saísse logo dali pra deixar meus nervos em paz. Porém, hoje, mais do que normalmente, havia muitas pessoas da terceira idade, o que fazia piscar apenas o monitor da preferencial. E a cada vez que mudava a senha para uma da preferencial, escutava "UNF"...
Até que, quando eu estava a ponta de explodir, a senha do vizinho de banco piscou. Ele se levantou sem fazer barulho. E foi a minha vez de fazer "UNF". Também fiz, me "contagiei".
Percebeu? Respire fundo (bem fundo) nesse exato momento. E depois respire fundo, mas expire lentamente e bem de vagar, sem fazer barulho. Relaxar é isso.
Aquilo é espalhar tensão e contaminar os ouvidos de quem está a sua volta!
Juro! Que sempre que eu conseguri jamais farei UNF de novo!
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